Angra: Diocese comemora primeiro aniversário da «Aldeia da Esperança», «um marco na vida dos jovens»

Próxima edição regressa em 2027, como «Aldeia da Fraternidade» e vão lançar concurso do logótipo e do hino

Foto: Igreja Açores/CR

Angra do Heroísmo, Açores, 21 jul 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Angra assinala hoje o primeiro aniversário da ‘Aldeia da Esperança’, um encontro que congregou 300 jovens de sete ilhas açorianas, na Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, e que regressa em ‘fraternidade’, em 2027.

“A ‘Aldeia da Esperança’ foi um marco na vida dos jovens que participaram, e foi realmente um marco na nossa diocese. Foi um sinal de esperança para a nossa diocese, através do encontro realizado na Caldeira de Santo Cristo, da interação entre os jovens, do contacto com a natureza, nas várias atividades realizadas (…), que acreditamos ter lançado sementes de esperança”, disse o assistente do Serviço Diocesano à Juventude de Angra, padre João da Ponte, ao portal online ‘Igreja Açores’.

Há um ano, a Diocese de Angra dava início à ‘Aldeia da Esperança’ com cerca de 300 jovens, de sete das nove ilhas do Arquipélago dos Açores, à exceção do Corvo e da Graciosa, e com o bispo D. Armando Esteves Domingues, em parceria com a Ouvidoria de São Jorge e o CNE – Escutismo Católico, de 21 a 25 de julho de 2025, na Caldeira de Santo Cristo.

“Um ano após a Aldeia da Esperança (…) ainda se ouve falar na atividade, ainda se lembram as histórias e os momentos. Foi, de facto, um momento muito marcante e demonstra a importância dessa atividade”, disse Lília Ferreira, dirigente escutista e professora da ilha das Flores, que acompanhou um dos maiores grupos da atividade.

Os autores do hino e do logótipo da ‘Aldeia da Esperança’ foi o grupo ‘Apressados da Vila’, da Ouvidoria de Vila Franca do Campo, e, segundo Sofia Ambrósio, esta iniciativa foi um “momento transformador”, para além das memórias, “as lições também se mantêm no coração”; ao longo deste ano visitaram o lar de idosos de Vila Franca, participaram em outras iniciativas comunitárias, e perceberam que “o caminho não se faz sozinho”.

Já da ilha de Santa Maria, o grupo de jovens, para além dos contratempos uma greve anunciada pela companhia Sata e a indisponibilidade de lugares, recorda “o caloroso acolhimento, os momentos de convívio de genuína alegria”.

“Os intensos momentos de maior interioridade e espiritualidade, experiência fantástica, de grande união e amizade, que deixou gotinhas de luz e esperança em cada um”, destaca o grupo mariense, adiantando que espera da próxima edição as atividades em contacto com a natureza, o convívio noturno, a presença próxima do bispo diocesano, e o ambiente criado entre participantes e voluntários.

“Houve muita entrega por parte de quem estava na logística e uma grande fraternidade entre todos; esse testemunho de fraternidade foi muito importante para os jovens”, acrescentou a irmã Olinda Leopoldo, das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

A dirigente Ana Cristina Silva, da Paróquia do Posto Santo, em Angra do Heroísmo (Ilha Terceira), explicou que os dias na ‘Aldeia da Esperança’ “tornaram possível a realização de um sonho”, porque a aproximação que os jovens sentiram de Deus “fez com que eles quisessem continuar a aprofundar a sua fé e quisessem continuar a crescer como grupo cristão”.

“Das memórias que ficam mantenho no meu coração todos os momentos de partilha com os meus amigos e jovens de outras ilhas, o que fez com que criássemos laços, permitindo uma grande união que se refletiu em todos os momentos vividos durante este ano no nosso grupo”, acrescentou Gabriel Sousa, do Grupo de Jovens ‘Crescer com Deus’ do Posto Santo.

Esta iniciativa diocesana regressa em 2027, e para a irmã Mafalda Leitão, religiosa das Servas de Nossa Senhora de Fátima que levou na memória “uma Igreja viva”, “a fasquia ficou muito alta”, é essencial preparar tudo com tempo “para que todos se sintam verdadeiramente participantes”, porque foi o “ambiente familiar que tornou a experiência tão especial”.

O Serviço Diocesano à Juventude de Angra, neste ano pastoral 2025/2026, procurou dar continuidade ao que nasceu na ‘Aldeia da Esperança’, através de um acompanhamento mais próximo dos jovens, da realização de um retiro Shalom, em São Miguel, de encontros, a Via-Sacra diocesana, e iniciativas vocacionais, como ‘Às sextas no Convento’, e, segundo o assistente foram procurados por “alguns jovens para uma certa orientação vocacional”

CB/OC

Foto: Igreja Açores/CR

A ‘Aldeia da Esperança’ da Diocese de Angra nasceu integrada nas celebrações diocesanas jubilares, a proposta foi apresentada num Conselho Pastoral, inspirada em iniciativas como os encontros na comunidade monástica ecuménica de Taizé, na França, adaptada às características do local escolhido e ligada à realidade açoriana.

Em 2027, esta iniciativa regressa com um novo nome, a ‘Aldeia da Fraternidade’, e está prevista realizar-se de 19 a 23 de julho, na Ouvidoria da Povoação, na ilha de São Miguel.

“Em setembro já queremos começar a reunir os nossos jovens a nível da ouvidoria para depois passarmos a sensibilização para além das paróquias. A Ouvidoria da Povoação será de acolhimento deste evento, com a parceria da Diocese e também da Câmara Municipal da Povoação, garantindo toda a logística necessária para que o evento se realize”, referiu o padre Francisco Rodrigues, o responsável da Ouvidoria da Povoação.

No contexto deste primeiro aniversário da ‘Aldeia da Esperança’, o Serviço Diocesano à Juventude vai lançar um concurso para o logótipo e o hino da ‘Aldeia da Fraternidade’, com duração até ao fim de agosto.

O assistente do Serviço Diocesano à Juventude de Angra explicou que mudaram “o nome da aldeia de “Esperança para Fraternidade”, tendo em conta aquilo que pretendem “trabalhar com os jovens ao longo do próximo ano”, e também com o que eles vão pedindo nas “assembleias diocesanas e na própria ‘Aldeia da Esperança’”.

“Que haja encontro, que haja inclusão, que haja acolhimento, que haja escuta”, salientou o padre João da Ponte, que adiantou que a próxima ‘aldeia’ vai ter um envolvimento direto da Pastoral Vocacional e da Pastoral Universitária e do Ensino Profissional.

O percurso preparatório da ‘Aldeia da Fraternidade’ vai começar na Assembleia Diocesana de Jovens 2026, que se realiza de 4 a 6 de setembro, na ilha do Pico, o júri do novo logótipo e do hino será composto pelos participantes deste encontro, os representantes das ouvidorias.

 

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