D. Armando Esteves Domingues afirmou que dedicação do templo ganha expressão no «acolhimento, na proximidade e no reconhecimento» de cada pessoa

Angra do Heroísmo, Açores, 19 out 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra assinalou que a celebração da dedicação da catedral encontra o seu sentido mais profundo na forma como a comunidade cristã vive e testemunha o Evangelho, este domingo, na comemoração dos seus 218 anos.
“A verdadeira dedicação começa quando a imagem de Deus é reconhecida em cada pessoa, o pobre, o dependente, o migrante, o idoso ou o doente ou o jovem sem esperança”, afirmou D. Armando Esteves Domingues, na homilia da Missa, citado pelo portal ‘Igreja Açores’.
O bispo de Angra presidiu à Eucaristia dos 218 anos da dedicação da catedral, que “é “casa para todos”, sob o horizonte do lema ‘Um em Cristo, unidos na missão’ do Dia Mundial das Missões, com a presença do Cabido Catedralício e da Ouvidoria de Angra, este domingo, 18 de outubro.

“Unidos em Cristo somos Igreja, criados e enviados por Cristo somos missão; não temos uma catedral, somos um povo chamado, em todas as ilhas, a transformar-nos em casa viva de Deus”, destacou, afirmando que a dedicação do templo ganha uma expressão concreta no “acolhimento, na proximidade e no reconhecimento” da dignidade de cada pessoa.
A catedral de Angra é dedicada ao Santíssimo Salvador, e D. Armando Esteves Domingues explicou que Jesus “deve permanecer no centro desta missão”, é o centro da catedral, e “deverá ser o centro da vida de cada um”, e toda a ação da Igreja deve convergir para o anúncio de Cristo Ressuscitado e para o serviço aos outros, informa o sítio online ‘Igreja Açores’.
“Cada um de nós tem gravada no seu coração a imagem de Deus. Fomos criados à sua imagem e semelhança. Pertencemos-lhe.”
CB/OC

