Presidente do Conselho Diretivo do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil defende iniciativas de impacto local

Lisboa, 05 jun 2020 (Ecclesia) – Duarte Caldeira, coordenador do Plano Institucional de Resposta Nacional a Emergências e Catástrofes (PIREC) da Cáritas Portuguesa, disse hoje que a celebração do Dia Mundial do Ambiente “não pode cair na rotina”, precisando de “impacto local”.

“Este dia serve para refletirmos sobre o que temos de fazer para não fazer tanto mal à nossa casa comum, para além de ser uma comemoração que é assumida de forma rotineira, são muitas vezes utilizadas de forma igual, as mesmas mensagens, mesmas iniciativas, entra em rotina de calendário, sem atingir os objetivos transformadores e de consciencialização”, referiu à Agência ECCLESIA. 

O Dia Mundial do Ambiente, assinalado esta sexta-feira, é considerado uma “oportunidade de reflexão” para Duarte Caldeira que evoca a encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, como um “importante instrumento de reflexão global”. 

“Ali encontramos múltiplas chamadas de atenção para o que se designa a nossa casa comum, a Laudato Si’ é diferente e importantíssimo de consciencialização, não só dos católicos de todo o Mundo, mas de todos e de cada um, centraliza o ambiente na sua relação direta com a pessoa, esta correlação é válida e interativa para todos os domínios em que possamos abordar  este problema, nesta dia”, aponta.

Duarte Caldeira defende ainda que é necessário deter-se na “profundidade desta encíclica” , sejam propostas e ensinamentos, para que cada um se possa tornar “num soldado da defesa da casa comum”. 

Como propostas de descentralização e quebra de rotina para este dia o também presidente do Conselho Diretivo do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC) aponta que as comunidades locais têm de se sentir convocadas, por exemplo através de “iniciativas de reflexão local”. 

É necessário que estes dias tenham impacto local, se fosse dado oportunidade de iniciativas ao nível dos municípios, e das freguesias, que envolvessem as comunidades para refletir e poderem dar a sua opinião e, sugiro, depois poderem difundir ao longo do ano para tornar presente esta problemática que sinto ser abordada uma vez por ano só para dar notícia e colocando o Ambiente com algo passageiro”. 

Duarte Caldeira assume ainda que “é preciso ir mais fundo”, dentro de cada um, para que todos se sintam “parte do problema”. 

SN

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