«Um país sem identidade e sem credibilidade é um país sem crédito, sem presente e sem futuro» – D. Manuel Quintas

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Vila do Bispo, 13 nov 2019 (Ecclesia) – O bispo do Algarve presidiu esta terça-feira à Eucaristia que celebrou os 500 anos da criação da paróquia e da freguesia de Sagres, a 12 de novembro de 1519.

“Um apelo a enfrentar, com a coragem do passado, as tormentas do presente e a projetar com ousadia e audácia o futuro”, afirmou D. Manuel Quintas sobre esta efeméride na Missa na Fortaleza de Sagres.

A 12 de novembro de 1519, D. Manuel I fundou a freguesia do extremo barlavento algarvio, por carta régia, e o então bispo do Algarve, D. Fernando Coutinho, criou o priorado da vila de Sagres.

“Sentimo-nos herdeiros desta decisão, que para sempre havia de marcar a história de Sagres e dos seus habitantes”, disse D. Manuel Quintas, na igreja de Nossa Senhora da Graça.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo jornal ‘Folha do Domingo’, o bispo do Algarve enalteceu os “princípios cristãos que nortearam” a vida do Infante D. Henrique “e o motivaram na concretização dos sonhos de «dar novos mundos ao mundo»”.

“Contemplando desde Sagres o oceano imenso que se estende diante de nós a perder de vista, sentimo-nos transportados pelas rotas abertas pelos navegadores portugueses para todos os recantos do mundo que Sagres evoca naqueles que a visitam, como encontro de culturas e apelo universal à fraternidade humana e cristã”, desenvolveu na Eucaristia concelebrada pelos padres José Chula e António Moitinho de Almeida, respetivamente, pároco e vigário paroquial de Sagres.

D. Manuel Quintas acrescentou que um país, uma paróquia ou uma freguesia que “recusasse rever-se naqueles que, “de modo tão admirável e insigne, as constituíram e edificaram, poderia transformar-se num país sem credibilidade”.

“Um país sem identidade e sem credibilidade é um país sem crédito, sem presente e sem futuro”, alertou.

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os 500 anos da criação da paróquia e da freguesia de Sagres começaram com o hastear da bandeira e hino nacional, a leitura da carta régia fundacional, uma sessão protocolar e o descerramento de uma placa comemorativa, com a presença do presidente da Junta de Freguesia, Luís Paixão, da diretora regional de Cultura do Algarve, Adriana Nogueira.

O presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, Adelino Soares, destacou que “Sagres tem uma história que, por si só, vale muito” e que “a freguesia é, tantas vezes, mais conhecida do que o próprio concelho”.

Na sessão protocolar, o bispo do Algarve disse que gostaria que a celebração desta efeméride constituísse “mais uma oportunidade de repensar” o que seria “mais oportuno, necessário e urgente” para que Sagres tenha as condições de acolher quem a visita.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa que as comemorações deste aniversário continuam este sábado, 16 de novembro, a partir das 18h30, com cortejo com animadores e comensais, uma ceia quinhentista e uma encenação da fundação de Sagres e da sua paróquia, no dia seguinte festa popular – marchas, danças quinhentistas e baile – a partir das 13h00, também no pavilhão multiusos.

CB

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