Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, participou na festa que se realiza há 25 anos

Foto: Folha do Domingo

Faro, 03 mai 2019 (Ecclesia) – O presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, participou na festa da diáspora cabo-verdiana que se realiza há 25 anos na Diocese do Algarve, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

No final da Missa desta quarta-feira, o chefe de Estado cabo-verdiano disse que eram uma comunidade que “tem o condão de fazer ‘pontes’” e são “gente honesta, trabalhadora e que se integra com facilidade em qualquer tipo de contexto”.

“É um dia de ‘pontes’, num tempo em que há quem teime em construir muros”, observou Jorge Carlos Fonseca, salientando que os cabo-verdianos são “gente humilde, pobre, que consegue o milagre de construir uma pátria, uma terra respeitada, credível”.

A celebração foi presidida pelo vigário-geral da Diocese do Algarve, o cónego Carlos César Chantre, natural de Cabo-Verde, o qual afirmou que este povo lusófono é “humanamente rico”.

Como é possível ilhas tão pobres produzirem um povo tão alegre e tão amante da sabedoria? Porque será que Cabo Verde é tão respeitado no meio africano? Porque será que Cabo Verde é tão respeitado no mundo? É por ser pobre? Não. É por ser humanamente rico”.

Segundo informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, o vigário-geral do Algarve evocou a “aventura dos cabo-verdianos” em Portugal, “principalmente na década de 1970”, e na Eucaristia onde se cantou ‘Sodade’ considerou que a música exprime o “grito da dor de um povo que sofreu e que sofre”.

“Ao mesmo tempo uma alegria interior muito grande de um povo que tem muita fé; é a nossa beleza”, acrescentou o cónego César Chantre.

O cantor Dino D’Santiago, que é natural de Quarteira mas tem raízes no país lusófono, também participou na Missa, e cantou no fim da celebração.

Dino D' Santiago no encontro dos cabo-verdianos, hoje em Loulé

Publicado por Folha do Domingo em Quarta-feira, 1 de maio de 2019

Para o presidente da República cabo-verdiana, as palavras do cónego César Chantre foram “uma espécie de homenagem à diáspora”.

O dia ficou também marcado pela inauguração da escultura de pedra integra dom elementos de aço lacado intitulada ‘Ponto de Encontro’, da autoria de Paulo Neves, na rotunda da Avenida Laginha Serafim, perto da escola secundária.

“A diversidade de povos e culturas que o concelho de Loulé acolhe e que refletem uma sociedade humanista e integradora, marcada pelos valores da tolerância e do respeito pelo outro, independentemente da cultura, etnia, cor, credo ou religião”, disse o presidente da Câmara de Loulé.

Vitor Aleixo destacou que a comunidade cabo-verdiana tem uma presença com “mais de meio século” no concelho e “não parou de aumentar”, dando um “contributo ativo para o desenvolvimento económico, social e cultural”.

Segundo o jornal ‘Folha do Domingo’, o presidente Jorge Carlos Fonseca, que já tinha estado em 2016 em Loulé, salientou que esta era uma escultura “carregada de simbolismo”, relevante da “ideia da unidade na diferença” e da “sã convivência de diferentes mas iguais”.

CB/OC

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