Regresso das celebrações comunitárias é visto por D. Manuel Quintas «com muita alegria e com muita esperança»

Foto: Agência ECCLESIA

Faro, 21 mar 2021 (Ecclesia) – O bispo do Algarve disse que os párocos têm a recomendação de rezar este domingo por “todos aqueles que faleceram” durante o tempo em que não foi possível celebrar a Eucaristia por eles, nas Missas paroquiais.

“Os nossos párocos têm a minha recomendação que na primeira Eucaristia paroquial vamos rezar por todos aqueles que faleceram durante este tempo em que não foi possível celebrar a eucaristia por eles”, referiu D. Manuel Quintas, em declarações à Agência ECCLESIA.

O bispo do Algarve explica que hoje “todos os párocos” vão “rezar em particular pelas pessoas que faleceram nestes meses de confinamento” nas suas paróquias, no Algarve, no país todo, no mundo todo.

As celebrações com a presença da assembleia regressaram na segunda-feira, por determinação do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa.

“Estamos a viver a reabertura das nossas igrejas, com a celebração da Eucaristia presencialmente com muita alegria, e também com muita esperança. Desejamos, suspiramos por esse dia com as nossas comunidades”, afirmou D. Manuel Quintas.

O bispo do Algarve adianta que é necessário “salientar o acolhimento”, para que as pessoas se sintam “acolhidas, poiadas, estimuladas”, no meio das dificuldades que encontram.

Esta pandemia atingiu todos indistintamente, é como um terramoto à escala mundial que perturbou profundamente a vida das pessoas. Este acolhimento quer dizer que as pessoas devem considerar-se bem-vindas à própria comunidade, à família eclesial”.

D. Manuel Quintas refere também é necessário celebrar a Eucaristia “com alegria, com gosto, com fé”, procurando fazer desta reabertura “um sinal de esperança” que a tem a sua fonte na pessoa de Cristo “e particularmente na Páscoa”.

“Naturalmente, com a responsabilidade cívica: todos vamos continuar a fazer das nossas celebrações momentos pedagógicos no sentido de alertar as pessoas sobre a importância de observar as orientações que nos são dadas”, acrescenta, realçando que ninguém quer voltar à mesma situação anterior “por todo o sofrimento que traz”.

A 21 de janeiro, a CEP anunciou, pela segunda vez em menos de um ano, a suspensão das celebrações “públicas” da Missa, em Portugal continental, na sequência do agravamento da pandemia de Covid-19 no país.

Foto: Agência ECCLESIA

Este ano, D. Manuel Quintas celebrou oito domingos em confinamento – em 2020 “foram 11 domingos” – e, às Missas transmitidas online somaram-se, no tempo da Quaresma, a oração de vésperas e a Via-Sacra, às sextas-feiras.

“O estar unidos, estar em comunhão com toda a diocese é estimulante, mantém acesa a chama da fé, e, ao mesmo, tempo conforta nestes momentos de dificuldade, nestes momentos de desânimos, nestes momentos de desorientação”, desenvolveu.

D. Manuel Quintas explicou que na diocese concordaram que todos os párocos que tivessem essa possibilidade deveriam transmitir a celebração da Eucaristia, “mesmo à hora do bispo”.

“Eu gosto que as pessoas se sintam associadas ao seu pároco e à sua paróquia. Este sentido de pertença é muito importante, não é obrigatório que estejam a participar na Missa do bispo, as pessoas já têm os seus ritmos familiares”, explicou.

CB/OC

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