D. Manuel Quintas convida católicos a começar pela renovação e conversão pessoal

Foto: Agência ECCLESIA/CB

Faro, 21 set 2021 (Ecclesia) – O bispo do Algarve apresentou à diocese o plano para o triénio 2021/2024 e o programa pastoral para o ano 2021/2022, que considera um “fruto” do caminho “sinodal” nas comunidades católicas.

“Não devemos pensar que não temos vivido em sinodalidade. O programa pastoral que temos é fruto de um caminho sinodal”, disse D. Manuel Quintas, acrescentando que a Diocese do Algarve quer agora viver essa realidade “com outro ritmo”, divulga o jornal ‘Folha do Domingo’.

Na assembleia diocesana de apresentação do triénio pastoral 2021/2024 e do programa pastoral 2021/2022, que tem como tema ‘Renovar pela transformação do Espírito’ (Ef 4,23), o bispo do Algarve exortou “à docilidade ao Espírito Santo” para acolher e corresponder “prioritariamente na vida pessoal ao apelo bíblico que vai iluminar” os próximos três anos.

“Só renovaremos a nossa pastoral e a nossa Igreja diocesana se primeiro nos renovarmos e nos convertermos nós próprios. A conversão operada pelo Espírito é sempre pessoal, reflete-se no serviço, na pastoral e tem sempre o qualificativo de missionária”, acrescentou D. Manuel Quintas.

O triénio pastoral 2021/2024 para a Diocese do Algarve destaca a atenção aos jovens, no contexto da próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Lisboa, no verão de 2023; a “iniciação cristã, (re)descoberta e aprofundamento da fé”; a espiritualidade, a formação permanente e a resposta pastoral aos desafios da pandemia.

Foto: Agência ECCLESIA/CB

A Diocese do Algarve também vai dedicar a atenção ao biénio vocacional da Província Eclesiástica de Évorao Sínodo dos Bispos, que termina com uma assembleia em 2023, e o atual Ano da Família ‘Amoris Laetitia’, até junho de 2022.

Segundo o vigário episcopal para a pastoral diocesana, a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’ e vai envolver todas as comunidades, deve motivar uma “mudança”, afinal, sinodalidade é “o modo de ser Igreja”:

“Passar de uma Igreja onde poucos pensam, decidem e tudo fazem para uma Igreja onde todos possam ser escutados, chamados a descobrir a riqueza dos seus dons e a colocá-los ao serviço da edificação da Igreja e do anúncio do Evangelho”, aassinalou o padre António de Freitas, na mesa-redonda da assembleia diocesana.

A abertura do percurso do Sínodo de 2023 acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos próximos dias 9 e 10 de outubro, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo; no Algarve, D. Manuel Quintas presidie à Missa, às 17h00, na Sé de Faro.

Na mesa-redonda ‘Os jovens e a sinodalidade na renovação da Igreja’, o assistente do Setor da Pastoral Juvenil defendeu o princípio da “corresponsabilidade projetual” no trabalho com os jovens e explicou que “acolhimento, comunhão e missão” são os três alicerces para a participação da diocese na JMJ 2023.

“Os jovens são voz a escutar e um recurso a envolver na nossa prática pastoral e depois, como consequência disso também, são mão-de-obra porque fazem parte de uma Igreja em que todos somos chamados a trabalhar; Queremos jovens envolvidos na discussão sobre os caminhos e não jovens que sejam informados apenas do caminho”, disse o padre Nelson Rodrigues.

O novo triénio pastoral foi apresentado numa Assembleia Diocesana, que reuniu cerca de 150 participantes, este sábado, na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira, informa o jornal ‘Folha do Domingo’.

CB/OC

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