D. Vitorino Soares fez um «caminho de auscultação, de paragem, de discernimento, mas sobretudo de oração»
Faro, 20 out 2026 (Ecclesia) – O bispo do Algarve publicou as suas primeiras nomeações para o Conselho Episcopal, a chefia do Gabinete Episcopal e a função de arquivista diocesano, esta segunda-feira, dia 19 de outubro, um mês após a tomada de posse.
D. Vitorino Soares explicou que as nomeações resultam de um “caminho de auscultação, de paragem, de discernimento, mas sobretudo de oração”, na nota episcopal publicada esta segunda-feira, 19 de outubro, citado pelo jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.
O bispo do Algarve nomeou para o Conselho Episcopal o cónego Carlos César Chantre, vigário-geral; o padre António de Freitas, vigário episcopal para a Pastoral; o cónego Mário de Sousa, vigário episcopal para a Região Pastoral Barlavento; o padre Pedro Manuel, vigário episcopal para a Região Pastoral Centro; o padre António Farias, da Congregação do Espírito Santo (Espiritanos/CSSp), vigário episcopal para a Região Pastoral Sotavento; e o cónego Rui Guerreiro, chanceler da Cúria.
D. Vitorino Soares alargou a composição do Conselho Episcopal aos três vigários episcopais das três regiões pastorais da Diocese do Algarve e ao chanceler da Cúria, ao abrigo do cânone 473 do Código de Direito Canónico (CDD).
“Assim, poderemos articular os diferentes setores, serviços e estruturas diocesanas, assegurando que todos trabalham de forma coerente com as orientações do bispo e com as necessidades das comunidades”, explicou.
O Conselho Episcopal, estrutura de aconselhamento e apoio ao bispo diocesano, “poderá analisar questões relevantes para a vida da diocese do Algarve, apresentar propostas e ajudar a discernir as decisões pastorais administrativas, no âmbito das competências de cada membro”, acrescentou.
O cónego Rui Guerreiro, chanceler da Cúria, foi também nomeado chefe do Gabinete Episcopal, e o padre Bruno Valente como arquivista do Arquivo Diocesano.
A Diocese do Algarve explica que a nomeação de um chefe de Gabinete Episcopal, enquadrada no cânone 470 do Código de Direito Canónico, pretende “assegurar o apoio direto ao bispo diocesano, a coordenação da sua agenda”, a articulação institucional da Diocese do Algarve, e a ligação entre o prelado e os diferentes serviços da Cúria Diocesana, enquanto o arquivista diocesano fica responsável pela gestão, conservação, organização, valorização e divulgação do património documental, de acordo com o cânone 486 do CDD.
D. Vitorino Soares enquadrou estas nomeações em quatro atitudes que considera fundamentais para o exercício do seu ministério episcopal: ‘Servir, em vez de dominar’; ‘Escutar, em vez de impor’; ‘Cuidar, em vez de apenas administrar’; ‘Caminhar juntos, em vez de agir isoladamente’.
O bispo do Algarve agradeceu a disponibilidade e a colaboração dos nomeados, e “o sentido de sacerdócio colocado ao serviço desta missão”, que o Espírito Santo ilumine o serviço pastoral à diocese, para que todos contribuam, “na comunhão, no diálogo e no espírito de serviço”, para “uma Igreja cada vez mais próxima das pessoas”, informa o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.
D. Vitorino Soares tomou posse como bispo da Diocese do Algarve há um mês, numa celebração na catedral de Faro, no dia 19 de setembro, após a nomeação pelo Papa Leão XIV a 14 de julho para suceder a D. Manuel Quintas; tem como lema episcopal a passagem bíblica do Salmo 126, recordando que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem”.
CB/OC
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