«Este movimento continua hoje a ser um «fogo» que contagia até mesmo fora do âmbito da Igreja» – D. Manuel Quintas

Faro, 24 nov 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve disse que a fundadora do Movimento dos Focolares deu origem a “uma nova corrente de espiritualidade, centrada no amor”, um movimento que “contagia” dentro e fora da Igreja, na Missa que presidiu na Sé.

[A Diocese do Algarve] “é beneficiada com a presença de todos aqueles que inspiram no seu carisma e na sua espiritualidade a sua vocação batismal e também o seu testemunho de Cristo”, afirmou D. Manuel Quintas, assinalando que “contagiam e enriquecem” esta Igreja local.

Na Eucaristia deste domingo que celebrou o centenário do nascimento de Chiara Lubich, o bispo do Algarve assinalou que a fundadora do Movimento dos Focolares deu origem a “uma nova corrente de espiritualidade, centrada no amor, cuja fonte é o evangelho que provoca o movimento de renovação espiritual com profunda incidência na vida da Igreja e do mundo”.

“Este movimento continua hoje a ser um «fogo» que contagia até mesmo fora do âmbito da Igreja”, afirmou, divulga o jornal diocesano ‘Folha de Domingo.

D. Manuel Quintas lembrou que o Movimento dos Focolares, “aprovado pela Santa Sé, foi igualmente reconhecido pelas Igrejas Ortodoxa, Anglicana, Luterana, bem como por diversas religiões e organismos culturais internacionais”.

“O desejo de unidade e comunhão, qual semente lançada no coração de cada ser humano, transforma-se num grande desejo de construção da grande família humana, aliás o grande sonho do Papa Francisco presente na recente encíclica ‘Fratelli Tutti’”, desenvolveu.

Chiara Lubich, acrescentou o bispo do Algarve, “assumiu como ideal da sua vida o pedido de Jesus” – «Que todos sejam um» – na promoção da “unidade que não significa uniformidade, mas respeito pela diversidade, pela diferença”.

A fundadora do Movimento dos Focolares nasceu no dia 22 de janeiro de 1920, em Trento, Itália, e faleceu a 14 de março de 2008 em Rocca di Papa; Em novembro de 2019 concluiu-se a fase diocesana da sua causa de canonização, na Catedral de São Pedro, em Frascati (Itália)

“Marcada pelo sofrimento humano presente na sua cidade de Trento reduzida escombros pelos bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial, decidiu com as companheiras acolher e seguir o Evangelho como palavra viva, deixando-se elas próprias transformar pela sua força”, explicou.

Neste contexto, D. Manuel Quintas observou que esta decisão “tornou-se o rastilho” que “incendiou as suas vidas e se transformou numa poderosa revolução silenciosa, mas profundamente eficaz, capaz de tudo incendiar à sua volta como um fogo inextinguível, o fogo do amor”, que deu origem à Obra de Maria e ao Movimento dos Focolares.

“A Obra de Maria pode ser comparada a uma árvore de um só tronco, ao sentido da unidade, mas com muitos ramos, ou seja, com muitas expressões”, assinalou.

A Diocese do Algarve para além da Eucaristia inaugurou também uma exposição itinerante alusiva à vida e obra de Chiara Lubich, no salão de atos da catedral de Faro que pode ser visitada no mesmo horário das visitas à catedral, informa o jornal ‘Folha de Domingo’.

 CB

 

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