D. Rui Valério evocou «dedicação» e «serviço à pátria» de João Fernandes

Foto: GNR

Albufeira, 10 nov 2021 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e de Segurança presidiu hoje ao funeral de João Fernandes, primeiro-sargento da GNR (Guarda Nacional Republicana) que faleceu em serviço no último sábado, num acidente de mota junto ao Autódromo do Algarve.

“Com a exemplaridade de vida do nosso irmão, foi tecido um horizonte de eternidade, porque continuará vivo na disponibilidade de quem queira tecer a sua vida com a generosidade do serviço”, disse D. Rui Valério, na homilia da Eucaristia a que presidiu na igreja da Guia, Diocese do Algarve.

O responsável do Ordinariato Castrense assinalou que o primeiro-sargento João Fernandes continuará vivo no “progresso dos valores do estado de direito”, da salvaguarda e promoção da dignidade humana que fazem de Portugal uma Nação que “honra os seus heróis”.

“Entrou na condição de Bem-Aventurado por ter alcançado o glorioso triunfo, porque também, durante a sua vida, como GNR, triunfou na dedicação aos outros, no amor e serviço à Pátria e no cumprimento do dever”, referiu, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA.

Para D. Rui Valério, ao ingressar na Guarda Nacional Republicana o primeiro-sargento João Fernandes empreendia “um ideal”, mais do que uma carreira profissional.

“Um ideal que tinha no horizonte Portugal, os portugueses, a honrada Grei, a sua segurança e a defesa da Lei promotora de vida. Foi graças ao seu esforço, à sua entrega, ao seu trabalho, que muitos viajantes e profissionais de condução puderam chegar aos seus destinos, realizarem os seus planos de viagem, reencontrarem os seus familiares”, desenvolveu.

O primeiro-sargento João Fernandes pertencia ao Destacamento de Trânsito de Faro da GNR, e faleceu aos 45 anos num acidente de viação, este sábado, quanto estava em serviço na zona do autódromo internacional de Portimão.

Iremos sentir falta das suas orientações, da sua capacidade organizativa, dos seus planeamentos — sempre assertivos, sempre certeiros —, da perspicácia das suas observações, como se nos tivesse sido roubada uma significativa parcela da grandeza da nossa vida”.

Estiveram presentes na celebração o ministro da Administração Interna, a diretora Nacional de Segurança Interna, e o comandante-geral da GNR, entre outras personalidades.

CB/OC

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