D. Manuel Quintas elogiou «um serviço de referência»

Loulé, 29 jan 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que o catequista “deve ser um entusiasta, um apaixonado da pessoa de Cristo”, num encontro diocesano dedicado a estes agentes pastorais que reuniu cerca de 228 pessoas em Almancil.

“Fica este apelo à conversão, à identificação mais plena da nossa vida, do nosso ser cristão com a pessoa de Cristo; O catequista tem de ser um entusiasta da pessoa de Cristo porque é a Ele que temos que anunciar e é com Ele que temos que ser catequistas”, disse D. Manuel Quintas, na homilia da Eucaristia a que presidiu.

Segundo informação enviada à Agência ECCLESIA, pelo jornal ‘Folha de Domingo’, o bispo diocesano destacou a importância de “ser cristão, discípulo de Cristo, a tempo pleno” que se “deve refletir, de maneira particular, naqueles que assumem este serviço de ser catequistas numa paróquia”.

“O vosso serviço é um serviço de referência no que diz respeito a este caminho de encontro com Cristo”, acrescentou, na igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima, este sábado.

D. Manuel Quintas assinalou o Dia Diocesano do Catequista como “apelo à mudança de vida”, “à conversão” e “a uma identificação mais plena com Aquele que é o conteúdo” do anúncio da catequese.

“Aqueles que nos estão confiados, Deus também se serve deles para nos converter, para nos transformar, para nos dizer o que é que temos de fazer”, desenvolveu o bispo do Algarve na Missa foram distinguidos quatro catequistas com 25 anos de ministério.

O Dia Diocesano do Catequista reuniu no passado sábado cerca de 228 agentes pastorais deste setor do Algarve em Almancil e foi promovido pelo Sector da Catequese da Infância e Adolescência.

Depois da oração da manhã, diretor do Departamento da Educação Cristã da Diocese de Leiria-Fátima apresentou o tema ‘Com os adolescentes, uma metodologia catequética projetual, participada e comprometida’ e incentivou a uma catequese “querigmática”, “mistagógica”, “catecumenal”, distanciada do “tipo escolar”, que tenha em vista a “construção de um projeto pessoal de vida e de resposta vocacional”.

“A catequese deve dar oportunidades de viver experiências fortes: De oração, de silêncio, de aprofundamento da palavra de Deus, de celebração, de voluntariado, de serviço, de participação comunitária, de intercâmbio com outros grupos, de encontro com testemunhas de fé, porque os adolescentes precisam também de referências”, disse o padre José Henrique Pedrosa.

O sacerdote formado em Catequética na Universidade Pontifícia Salesiana de Roma assinalou que a adolescência “é um tempo em que o grupo assume uma importância singular” e incentivou que se faça “do grupo de catequese, antes de mais, um grupo de amigos”.

“Se o grupo de catequese for um grupo de referência para os adolescentes, eles sentirem que aquele é o grupo deles, está feita metade da catequese”, acrescentou, numa intervenção divulgada pelo jornal diocesano.

O jornal ‘Folha de Domingo’ contabiliza que a Diocese do Algarve conta com cerca de 1000 catequistas, nas suas cerca de 80 paróquias para a formação de cerca de 9000 crianças e adolescentes.

CB/OC

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