Cáritas algarvia promoveu encontro diocesano sobre «Caridade, a fé em movimento»

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Faro, 10 mar 2020 (Ecclesia) – O padre António de Freitas disse que “a caridade é característica essencial da Igreja”, e não um “complemento da ação evangelizadora e da ação litúrgica”, nas Jornadas de Ação Sociocaritativa 2020 da Diocese do Algarve, realizadas em Ferragudo.

“A Igreja ou é caridade ou não está a ser imagem e semelhança de Deus. A caridade não pode jamais ser pensada como um complemento, muito menos como um subsistema do agir e da ação pastoral da Igreja”, afirmou o sacerdote da Diocese do Algarve.

Na informação enviada à Agência ECCLESIA, pelo jornal ‘Folha do Domingo’, o padre António de Freitas explicou que para a Igreja a caridade “não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar para outros” mas “pertence à sua natureza e é expressão irrenunciável da sua própria essência”.

“Isto deve levar-nos a mudar os paradigmas de programação e de organização pastoral das nossas comunidades, colocando totalmente de parte a ideia de ação caritativa como um complemento da ação evangelizadora e da ação litúrgica”, desenvolveu na apresentação realizada por videoconferência.

Neste contexto, observou que “até nos percursos de transmissão de fé e de iniciação cristã” a caridade ou ação sociocaritativa surge, “muitas vezes, como uma espécie de atividade complementar aos demais elementos de transmissão da fé”.

“A caridade na vida de Igreja e de um cristão não pode se vista como experiência de voluntariado”, explicou o sacerdote que se referiu à caridade como a “fé em movimento que leva muitos homens e mulheres a voltarem-se para Deus”.

‘Caridade, a fé em movimento’ foi o tema da 19.ª Jornada de Ação Sociocaritativa 2020, promovidas pela Cáritas Diocesana do Algarve, que reuniram “cerca de 65 participantes” este sábado, 7 de março, no Centro Pastoral e Social em Ferragudo.

O padre António de Freitas explicou que a caridade “é a resposta do homem a Deus” através dos irmãos mais necessitados, “em quem se deve ver a presença do Senhor”.

“O amor provoca uma resposta que só pode ser de amor. Uma resposta de amor que vai ao encontro d’Aquele que primeiro nos amou e ao encontro daqueles a quem o Senhor nos pede que amemos e o amemos em cada um deles”, acrescentou o sacerdote que realçou que a caridade “é algo de toda a comunidade”, informa o jornal diocesano.

A Cáritas Diocesana do Algarve convidou também para as Jornadas de Ação Sociocaritativa 2020 o antigo ministro da Solidariedade, Trabalho e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, e o padre Carlos de Aquino.

CB/OC

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