Maior número de participantes são da Síria e o Líbano
Lisboa, 25 ago 2026 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) está a apoiar a realização de 407 campos de férias em 11 países afetados pela guerra, pobreza ou pela instabilidade, acolhendo também crianças e jovens deslocadas.
“As dioceses locais, as paróquias e os movimentos da Igreja são responsáveis pela organização dos acampamentos e pelo acompanhamento dos participantes”, refere a Fundação AIS em comunicado enviadado à Agência ECCLESIA.
Entre os países onde decorrem os campos de férias, o Líbano acolhe o segundo maior número de participantes, depois da Síria, onde estão a ser promovidos 61 acampamentos, beneficiando 7465 crianças e jovens.
A organização dos acampamentos exige adaptação à segurança, que é imprevisível no país, como acontece na Arquieparquia Greco-Católica Melquita de Saida e Deir El Qamar, no sul do Líbano

“O primeiro local que tínhamos reservado ficava em Joun, no distrito de Chouf, e era acessível através de Saida. Com a guerra, ficámos num impasse: tivemos de cancelar a reserva, começar a procurar outro local adequado — uma tarefa quase impossível — e questionar-nos até ao último momento se haveria, de facto, um acampamento este ano”, afirmou Joelle Feghali, membro do Movimento Apostólico Mariano (MAM), em declarações à Fundação AIS.
Joelle Feghali lembrou que foi necessário “começar todos os preparativos do zero”, referindo que “organizar um acampamento tornou-se uma jornada repleta de obstáculos, decisões importantes que têm de ser tomadas com urgência e desafios que podem parecer intermináveis”.
Numa situação de instabilidade, o papel dos animadores é essencial para garantir o funcionamento do acampamento, sendo necessário lembrar o “compromisso ao qual permanecem profundamente ligados”, a pesar das dificuldades.
Os acampamentos apoiados pela Fundação AIS no Líbano permite às crianças que foram obrigadas em deslocações em massa, por causa da guerra de 2024 e de uma nova escalada de conflitos em março deste ano, ultrapassem as “feridas profundas” por causa da “solidão, o desânimo e a falta de motivação”.
Os acampamentos são lugares onde as crianças e os jovens podem “respirar” em ambiente seguro, expressando-se sem medos e recuperando a rotina e as relações de confiança.
Os promotores dos acampamentos dizem aos participantes “que são amados e valorizados, e que têm direito à segurança, à alegria e à esperança”, ajudando-os a “descobrir que, apesar das dificuldades, são capazes de sonhar, de agir e de contribuir para a reconstrução da sua Igreja, da sua sociedade e do seu país ferido”.
“Os acampamentos oferecem-lhes um lugar onde podem finalmente respirar, rir, brincar, rezar e recuperar uma sensação de segurança que, por vezes, já não está presente nas suas vidas quotidianas”, acrescentou.
O Movimento Apostólico Mariano, que organiza os acampamentos, não termina o acompanhamento das crianças e jovens quando regressam a casa, mas continua a realizar reuniões semanais e encontros pessoais e a apoiar cada participante nos seus ambiente, acrescenta a Fundação AIS.
PR
