A Rádio Vaticano anunciou que três activistas da Igreja Católica “clandestina” na China estão a ser processados sob a acusação de espionagem. O Tribunal de Zhejiang, no leste do país, ainda não emitiu um veredicto sobre estes casos. A organização de defesa dos direitos humanos, “Human Rights Watch”, informou que os três foram acusados de revelar segredos de Estado e realizar pesquisas, passando informações a organizações estrangeiras sobre a política do governo chinês em relação às Igrejas cristãs. Esta situação vai tornar ainda mais tensas as relações entre a China e o Vaticano, depois de o bispo da Igreja Católica clandestina chinesa, Wei Jingyi, ter sido detido no passado dia 5 de Março, no aeroporto de Harbin (nordeste da China). Esta prisão causou um grande mau estar na Igreja Católica, com o porta-voz do Vaticano a assegurar que “a Santa Sé recebeu com preocupação e tristeza a informação relativa à detenção de um bispo católico na China”. A autoridade da República Popular da China reconhece formalmente a liberdade de culto, mas apenas consentem aos cidadãos que professem o seu credo no interior de organizações reconhecidas pelo Estado. Todas as organizações religiosas devem registrar-se junto aos órgãos de supervisão do governo chinês, mas muitos grupos cristãos recusam-se a fazê-lo, reivindicando sua liberdade de culto. Os católicos da Igreja clandestina são cerca de 8 milhões. A China rompeu relações diplomáticas com o Vaticano em 1957.
