Bispo de Angra pede orações pela “renovação” e “purificação” da Igreja

Foto: Igreja Açores

Angra do Heroísmo, Açores, 11 mar 2019 (Ecclesia) – Um conjunto de 54 ranchos de Romeiros começou este sábado a percorrer as estradas dos Açores, numa iniciativa que decorrer durante toda a Quaresma, até Quinta-feira Santa, renovando uma tradição secular na preparação para a Páscoa.

O portal diocesano ‘Igreja Açores’ informa que, à semelhança do que aconteceu nos últimos anos, os Romeiros terão no aeroporto João Paulo II em Ponta Delgada, três manequins vestidos de romeiros, a informar a existência das romarias e assim “garantir uma maior atenção por parte dos condutores, sobretudo dos que visitam a ilha neste período

“As romarias quaresmais açorianas terão surgido na sequência de terramotos e erupções vulcânicas ocorridas no século XVI na ilha de São Miguel, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande”, assinala o sítio informativo da Diocese de Angra.

A tradição reúne milhares de homens, organizados em ranchos, por freguesia, a pé, rezando o terço, durante oito dias, parando em todas as igrejas e dormitando nos lares das comunidades por onde passam, onde são acolhidos voluntariamente, acrescenta o ‘Igreja Açores’.

Este ano, os participantes são convidados a rezar pela “renovação da Igreja diocesana à luz do Evangelho” e pela “santificação dos sacerdotes” da diocese.

As orações foram `encomendadas´ pelo bispo diocesano que acrescentou a estas duas preces outras dez: pelas vocações sacerdotais, consagradas, religiosas e missionárias ; pelas famílias da diocese ; pelos jovens para que descubram a Jesus Cristo e o sigam ; pelos leigos empenhados na evangelização da diocese ; pelos pobres e excluídos da diocese ; pelos que vivem sem trabalho e sem dignidade ; pelos idosos e doentes que vivem na solidão ; pelas intenções do Santo Padre e do Bispo da diocese ; pelas crianças e adolescentes da catequese e seus catequistas para que sintam a alegria de conhecer, amar e seguir a Jesus Cristo e por todos os que estão investidos em autoridade para que governem servindo a dignidade da pessoa e o bem comum.

D. João Lavrador termina o documento, que enviou aos romeiros, com votos que as romarias “corram bem, sejam tempo de santificação pessoal e comunitária”.

As romarias, que também decorrem na ilha Terceira e na Graciosa, seguindo o mesmo regulamento que é aplicado pela Associação Movimento de Romeiros de São Miguel, onde a expressão e dimensão é maior, envolverão “cerca de dois mil homens que todas as semanas, durante o período da Quaresma percorrerão as estradas de São Miguel, dando a volta à ilha a pé, parando em todos os templos marianos”.

A direção do Movimento, que é responsável juntamente com os lideres dos ranchos de organizar logisticamente todas as romarias, enviou um conjunto de recomendações aos romeiros lembrando que o tempo da romaria é um momento de “afinidade especial, com Deus, com os Homens e consigo próprios”.

Para além das questões de ordem prática, relativas à segurança e às deslocações, a direção do Movimento sublinha, com particular destaque, as questões relativas à vivência da fé e da partilha entre irmãos e entre o grupo e quem os acolhe, pedindo que estejam “centrados no essencial da Romaria alheando-se de aspetos mais mundanos como sejam o uso do telemóvel e das redes sociais”.

OC

 

 

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