Padre Nelson Pereira assinala que templos fechados não foram «impedimento» à «dimensão celebrativa, caritativa, catequética e pastoral»

Angra do Heroísmo, Açores, 22 mai 2020 (Ecclesia) – A Diocese de Angra, Arquipélago dos Açores, já celebra Missas comunitárias com fiéis nas ilhas do Corvo, Flores, Pico, Faial, São Jorge, Terceira e Santa Maria que se prepararam para o domingo de celebrações em dois meses.

“Este fim-de-semana será, sobretudo, um teste às nossas equipas de acolhimento, à reorganização do espaço litúrgico e aos horários oferecidos pela paróquia para as celebrações litúrgicas”, disse o padre Nelson Pereira, administrador paroquial da paróquia de Porto Judeu, na ilha Terceira, citado pelo portal diocesano ‘Igreja Açores’.

Desde segunda-feira, que na Diocese de Angra são permitidas as celebrações comunitárias da Missa em sete ilhas do arquipélago, numa decisão articulada com as autoridades regionais de saúde e as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa.

“As paróquias tiveram a capacidade rápida de adaptação a estas circunstâncias, não permitindo que os templos fechados fossem um impedimento à vida da Igreja, na dimensão celebrativa, caritativa, catequética e pastoral”, destacou o padre Nelson Pereira.

O sacerdote salientou que vai ser também “com base neste fim-de-semana”, dias 23 e 24 de maio, que a Paróquia de Porto Judeu pode “apresentar mais oferta de horários para a celebração da Eucaristia” para que “ninguém seja privado devido à lotação do templo”.

O administrador da Paróquia de Porto Judeu, na ilha Terceira, adiantou que todo o processo de regresso das celebrações “foi preparado minuciosamente” com uma equipa de leigos que vai ser a “equipa de ordem e acolhimento”, composta por fiéis leigos que participaram num encontro formativo para “ajudarem a colocar em marcha todas as orientações” da Conferência Episcopal Portuguesa e da Autoridade Regional de Saúde.

Para o sacerdote, o regresso das Missas com fiéis é “uma alegria”, mas a Eucaristia vai continuar a ser transmitida pelas redes sociais ao domingo, para não deixar de fora as pessoas pertencentes a grupos de risco “ou que ainda tenham medo ou receio de regressar”.

As celebrações regressaram às igrejas nas Ilhas das Flores, Corvo, Santa Maria, Pico Faial, S. Jorge e Terceira, e abrirão ao culto as igrejas nas Ilhas de Graciosa e S. Miguel, no próximo dia 31.

“Durante estes dois meses em que não celebramos com a presença física dos fiéis, as igrejas que sirvo, continuaram sempre abertas para a oração pessoal de todos os fiéis que o desejaram fazer particularmente”, explicou o padre Marco Martinho.

O ouvidor do Pico, adiantou que o fim do confinamento social obrigou a uma limpeza e higienização profunda de toda a igreja, pelos voluntários paroquiais que habitualmente o fazem, e nas celebrações dominicais vão estar os “chefes de escuteiros a acolher os fiéis e a orienta-los no uso da máscara, na higienização das mãos e nos lugares onde se devem sentar”.

“Já tinha saudades de celebrar com a presença física dos fiéis. Tinha saudades de ver o meu povo nos bancos da igreja. Desde a suspensão das celebrações com a presença física dos fiéis tenho celebrado todos os dias e olhar os bancos vazios da igreja não tem sido fácil”, revelou o padre Marco Martinho, ao sítio online ‘Igreja Açores’.

CB/OC

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