Comunidade ecuménica cria canais para denúncias

Taizé, França, 04 jun 2019 (Ecclesia) – O prior da comunidade ecuménica de Taizé, em França, denunciou hoje cinco casos de abusos sexuais acontecidos no local, há pelo menos 30 anos, e informou dos mesmos a Procuradoria da República.

“Tive conhecimento, com uma grande tristeza, de casos implicando irmãos. Mesmo se são antigos, em Comunidade pensámos que deveríamos falar deles. Refiro-me a cinco casos de agressões de carácter sexual cometidas sobre menores, nos anos 50 a 80, por três irmãos diferentes, dois dos quais morreram há mais de quinze anos”, indica o irmão Alois, numa nota divulgada online.

O responsável indica que já ouviu as vítimas, integrando a comunidade ecuménica no esforço da sociedade e da Igreja de chegar a “uma clarificação sobre abusos e agressões sexuais, nomeadamente de menores de idade e de pessoas frágeis”.

A localidade de Taizé acolhe há várias décadas, todas as semanas, milhares de jovens de diversos países.

“Entre jovens ou entre jovens e adultos, participantes nos encontros, podem ter ocorrido violações da integridade humana. Quando somos informados destas situações, procuramos escutar as vítimas e também alertar as autoridades competentes, judiciais e eclesiais”, assinala o irmão Alois.

O prior da comunidade destaca a “gravidade de qualquer atentado à integridade humana” e sublinha que a lei francesa exige que se comuniquem às autoridades todos os casos, independentemente da época em que os atos tenham sido cometidos.

Se falo hoje é porque devemos isso às pessoas vítimas, aos seus familiares e próximos e a todos os que procuram em Taizé um espaço de confiança, de segurança e de verdade”.

O comunicado é acompanhado por uma nota, na qual se indica que “qualquer agressão, antiga ou mais recente, cometida contra uma pessoa menor ou maior de idade, seja por um irmão que tenha abusado da sua ascendência moral ou por qualquer outra pessoa, pode ser comunicada ao endereço protection@taize.fr ou a uma associação de apoio à vítima”.

OC

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