João Pedro Sousa foi diagnosticado com um linfoma, há nove anos, e ultrapassada a situação de doença, olha para esse tempo como um ato de fé que necessitou compreender.

“Nunca me esqueço de um sacerdote muito amigo me ter dito: «Queres viver isto como um testemunho da ressurreição ou testemunha de uma morte anunciada?» Isso fez toda a diferença. Esse acompanhamento espiritual, essa presença amiga da Igreja. «Vou-me fechar em casa? Vou ficar aqui abatido, ou vou procurar continuar a viver com as forças que tenho, com as dificuldades dos tratamentos? Como é que eu quero viver isto?», recorda numa conversa que percorre momentos do seu crescimento como pessoa, onde a participação em Igreja é parte fundamental.

O seu percurso cruza-se com o nascimento da paróquia de São Brás, onde começou por ir à missa numa cave, e na simplicidade descobriu uma relação essencial em toda a sua vida.

Peregrinar faz parte do seu percurso: em 2000 caminhou pela primeira vez ao santuário de Fátima, mas rezar com os pés levou-o também a Santiago de Compostela e ao norte de Espanha, em experiências do essencial.

Na vida de João Pedro Sousa descobrimos ainda como a comunidade de Taizé, os retiros de silêncio, a músicas e os encontros em fraternidade ecuménica o ajudaram a crescer na fé.

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