O bibliotecário e arquivista da Santa Sé disse em entrevista à Agência ECCLESIA como são os seus dias de trabalho, no Vaticano, referiu-se à importância do património documental que está em 50 quilómetros de prateleiras para conhecer os saberes do cristianismo e contou como colabora com o programa deste pontificado através do trabalho das duas equipas que lidera, na Biblioteca e no Arquivo Secreto.

Foto Agência Ecclesia/MC

Entrevista conduzida por Paulo Rocha

Agência Ecclesia – O que faz da Biblioteca Apostólica do Vaticano um grande tesouro da humanidade?

D. José Tolentino Mendonça (JTM) –Uma biblioteca é uma espécie de grande património, de história de família, de lugar de identidade. Os livros documentam, contam uma história. A nossa história vem de longe, são dois mil anos de história. É evidente que os primeiríssimos documentos, hoje conservados na Biblioteca Apostólica, são do final do século II. Mas remontam a uma tradição que pretende conservar as palavras, os ditos, os gestos do próprio Jesus.

Aquela passagem de São Lucas que diz que Maria conservava no seu coração aquilo que a Jesus dizia respeito – o esforço é esse, que a Igreja sempre fez e é um esforço que se liga à Eucaristia, onde se diz «Fazei isto em memória de mim». A conservação da memória foi sempre algo muito importante para as comunidades cristãs. Ao longo dos séculos a conservação da memória teve formas muito diferentes. Esta, de que a Biblioteca Apostólica do Vaticano é diretamente herdeira, tem cinco séculos, nasce no meio de uma grande cultura humanista, onde o interesse pela teologia e as ciências sagradas se alia ao interesse por tudo o que é humano. É uma biblioteca 360º, tem uma latitude desde o saber teológico, à astronomia, matemática, arquitetura, medicina… Tudo o que é humano está dentro desta biblioteca e, neste sentido, é um espelho muito fiel daquilo da paixão do cristianismo pela pessoa humana e pela História.

 

AE – Cada dia é uma descoberta de um pouco da Biblioteca Apostólica do Vaticano onde trabalha. O que lhe foi causando mais surpresa ao longo desses 50 quilómetros de prateleiras?

JTM –Quando cheguei era o mais novo. E ainda sou, penso… Já admitimos mais um colaborador mas ainda sou dos mais novos. No primeiro discurso pedi a todos que me ajudassem nisto: queria tomar cada um deles como meu mestre. Desde a pessoa que está na portaria, ao prefeito, que todos me ajudassem a entender a Biblioteca Apostólica. E tenho encontrado em todos um testemunho muito grande.

 

AE – São um tesouro a par dos livros?

JTM –São um tesouro a par dos livros. Tem-me impressionado muito a qualidade das pessoas e tem sido uma alegria muito grande poder colaborar com pessoas daquela qualidade. Os tesouros são, de facto, intermináveis.

Uma das tarefas da Biblioteca Apostólica do Vaticano é a catalogação, estudar o próprio material. Isso é uma tarefa para séculos. É verdade que sabemos, mais ou menos tudo, o que temos mas as relações entre eles, o significado de cada um dos volumes é verdadeiramente extraordinário.

Dou um exemplo para Portugal: na Biblioteca nós temos uma quantidade muito significativa de livros de ciências e de marinhagem, da arte de navegar, do século XVI. É evidente que, dentro do amplo património da Biblioteca Apostólica do Vaticano isto são coisas marginais. Mas, para um português que percebe que aqueles livros são exemplares raríssimos, que aqueles livros serviram para a obra da expansão marítima, que foram impressos em Lisboa ou Chaves, ou em leiria, que têm nomes que estão no coração e na cultura, damos imenso valor às obras.

Ver uma obra do Pedro Nunes, uma obra matemática ou ver o tratado de marinhagem, folheá-lo ou ver o cancioneiro galaico-português…

 

AE – Já fez essa experiência?

JTM –Já fiz. Tenho tido a grande alegria quando lá vão portugueses. Vai lá um escritor e tenho o prazer de lhe mostrar o nosso cancioneiro do Vaticano e é maravilhoso ver a profunda emoção ao perceber como este interesse pelo humano e a ligação que a cultura permite, que é uma ligação que toca até á alma, está bem patente na Biblioteca Apostólica do Vaticano.

Visitou-me um antigo colaborar, já reformado, que me disse: «Penso sobretudo que a Biblioteca é um cartão de visita ótimo do que é o Cristianismo ou do que é a Igreja, para um ateu ou para um não crente, porque ele entra aqui e fica em sentido, fica em alerta e cheio de perguntas».

Uma pessoa vai à Biblioteca e fica cheio de perguntas a pensar sobre o que é o Cristianismo ou a Igreja. É um projeto tão grandioso e tocante, tão amplo e abrangente que não deixa ninguém indiferente.

 

AE – Quem são as fontes da Biblioteca?

JTM –A Biblioteca foi-se construindo no tempo, com muitas doações.

 

AE – Começou com 150 volumes?

JTM –São um milhão e seiscentos mil volumes impressos que temos. Adquirimos vários fundos de família, fundos célebres, como da rainha Cristina da Suécia, mas hoje continuamos a acolher. E desde sempre os Papas – o primeiro Nicolau V – são os grandes fornecedores, os grandes doadores e benfeitores.

 

AE – E foi o Papa Nicolau V que ofereceu os 150 volumes iniciais…

JTM –Exatamente. Os Papas são os grandes benfeitores de uma Biblioteca que é deles, porque, antes de tudo, é do Papa.

 

AE – Tendo essa abrangência de saber, também geográfica, os muitos volumes mostram o interesse, nos vários pontificados, por todos os saberes?

JTM –Isso é muito interessante. Eu posso falar sobre os livros que tenho recebido do Papa Francisco: ele tem oferecido coisas muito pessoais, como livros de etnologia da América Latina, da Argentina, coisas linguísticas que são muito preciosas para aquela zona do mundo de onde provém o Santo Padre. Depois, também livros que o apaixonam, ele até contou isso na viagem para a JMJ no Panamá: antes de partir, tinha enviado uns livros preciosos sobre Santo António de Pádua e eu, na resposta à oferta, disse “agradeço muito, Santidade, os livros de Santo António de Pádua e Lisboa”. Para dizer como os livros que ele oferece é aquilo que ele considera como o mais precioso que pode estar na sua Biblioteca, refletindo muito os encontros que ele tem, aquilo que as pessoas sabem que é o gosto dele, o que tem mais a ver com o carisma dele, e isso é muito interessante.

 

A Biblioteca para o Papa Francisco

AE – O Papa visitou a Biblioteca poucos meses depois do seu início de funções…

JTM– Foi no dia 4 de dezembro (de 2018, ndr). É verdade.

 

AE – Que encontro foi esse do Papa Francisco com a Biblioteca e que memória ficou desse encontro, que oferta foi dada?

JTM– A maior oferta foi a visita do Papa ao espaço, foi a primeira visita de Francisco ao seu Arquivo, à sua Biblioteca. Foi um momento de grande comoção para todos nós, que ali trabalhamos. Preparamos uma série de objetos, andamos pelos espaços, mostramos algumas coisas do tesouro da Biblioteca, uma das quais as moedas que aparecem citadas nos Evangelhos. Ele deteve-se, especialmente, sobre duas pequeninas moedinhas, aquelas que se diz que a viúva pobre ofereceu tudo quanto tinha ao tesouro do Templo. Jesus disse que ela ofereceu mais do que todos os outros.

O Papa, sorrindo, disse que gostou muito de ver aquelas moedas, porque uma das suas curiosidades é, quando chegar ao Céu, conhecer aquela viúva, que é para ele uma das personagens mais simpáticas dos Evangelhos. Foi um encontro muito cordial, ao mesmo tempo, as palavras que o Papa nos disse foram palavras muito importantes: disse que nós, ali, apesar de sermos uma biblioteca patrimonial, onde a dimensão do passado e da memória está muito presente, nós ali temos em cada dia de frequentar o futuro. E a Biblioteca tem de estar ligada ao futuro do Cristianismo, isso para nós foi um chamamento muito importante.

 

AE – Bento XVI, o Papa emérito, era um homem dos livros, do estudo, da racionalidade. O Papa Francisco parece que não… É uma impressão correta ou é também um homem do estudo?

JTM– Do Papa Bento XVI há até uma história, conhecida: a dada altura pediu ao Papa João Paulo II, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, para mudar e uma das sugestões que fez foi de ser bibliotecário da Biblioteca Apostólica. É evidente que São João Paulo II e ele acabou por ser Papa, não bibliotecário. Isso mostra o grande afeto e a ligação que Bento XVI tem com o mundo dos livros.

O Papa Francisco tem, de facto, uma relação de grande afeto, de grande conhecimento, em relação ao mundo dos livros. Por exemplo, quem já visitou Buenos Aires, na Argentina, sabe que é mesmo assim: é uma das capitais do mundo com mais livrarias por metro quadrado. Uma das coisas que se diz é que cada portenho, o habitante de Buenos Aires, tem o seu psicanalista e o seu livreiro. Não sei se o Papa tem psicanalista, mas este amor pelos livros é muito patente.

 

O trabalho do bibliotecário e arquivista da Santa Sé

AE – O que é que faz num dia de trabalho o bibliotecário e arquivista da Santa Sé?

JTM– É um dia de muito trabalho, de dedicação. Eu tenho dois governos, o da Biblioteca e o do Arquivo Secreto, que são duas equipas, integrando ambas com cada prefeito e vice-prefeito. Então, em cada semana, há uma manhã dedicada ao governo da Biblioteca e do Arquivo, onde passamos em revista os principais projetos, as questões, a agenda da semana, o que é preciso fazer, as programações. Uma parte da semana é dominada por esse trabalho de equipa.

Depois, o bibliotecário tem o seu gabinete próprio, onde vai acompanhando todas as questões internas que se põem a uma grande instituição, como é a Biblioteca Apostólica do Vaticano; há todo o trabalho de ligação da Biblioteca à Cúria Romana, à Secretaria de Estado, à pessoa do Santo Padre, e também com o exterior. Por exemplo, só em 2019, a Biblioteca emprestou muitos dos seus manuscritos, volumes, para dezenas de exposições no mundo. Até chegar a isso, tudo começa com um encontro com o embaixador dessa nação, ou seja, todas as semanas um dos meus trabalhos é receber um embaixador, perceber a natureza dos projetos, começá-los, acompanhar esse interesse – muitas vezes, suscitar, aprofundar o interesse pelo nosso mundo -, dar a conhecer a Biblioteca Apostólica, para que ela seja verdadeiramente um serviço da Igreja Católica, naquele lugar, aos milhares de estudiosos que, por ano, vão ali estudar, mas também àquelas pessoas que nunca entraram na Biblioteca Apostólica e que vão ver um volume, numa exposição, nos seus países.

É um trabalho longo, que é muito apaixonante.

 

AE – Há abordagens diferentes à Biblioteca e ao Arquivo Secreto do Vaticano? Há uma procura mais curiosa, em relação a este último, por parte de quem visita?

JTM– Há muitas afinidades. De um lado, temos livros; do outro, documentos. De um lado, temos uma amplitude maior de estudiosos (um cientistas pode interessar-se por livros da Biblioteca Apostólica, mas também um filólogo, alguém da literatura, um arquiteto, são pessoas muito diferentes), no Arquivo, não quer dizer que não haja pessoas a fazer pesquisas a partir de outros pontos de vista, mas temos prevalentemente o nível da história e da escrita da história.

 

AE – E permanece uma curiosidade grande, a respeito do Arquivo Secreto?

JTM – Imensa. E com razão, porque é impossível, por exemplo, compreender o que é a aventura da modernidade – porque o Arquivo tem coisas da Idade Média, sobretudo a grande aventura da modernidade, até ao presente – sem aquele Arquivo. Em particular, a história da Europa é impossível. Enquanto, muitas vezes, as nações nem sequer têm embaixadores em todos os países, ou o percurso dos embaixadores fica muito dependente dos ciclos políticos, a Santa Sé mantém uma continuidade com os núncios, por exemplo, muito marcada. Isso quer dizer que nós temos uma documentação, um olhar muito constante, muito homogéneo ao longo dos séculos. E temos recolhas fabulosas de informação, que são uma chave fundamental para a história, para entender não só o passado mas também o presente.

 

AE – O Papa Francisco decidiu abrir os arquivos relativos ao pontificado de Pio XII (1939-1958). Há a preocupação de esclarecer qual foi o papel da Igreja Católica, durante a II Guerra Mundial, sobretudo na relação com o mundo judaico?

JTM – O Arquivo organiza a sua abertura, não por anos, mas por pontificados. Por isso, nós vamos abrir, em março do próximo ano, até 1958, o outono, a altura da morte do Papa Pio XII. Ele teve um longo pontificado, num dos períodos cruciais da história contemporânea, que tem uma riqueza muito grande.

É evidente que um momento central é o da II Guerra Mundial, da perseguição aos judeus, mas há toda uma série de questões, como a preparação do Concílio Vaticano II (1961-1965), que vai aparecer no pontificado seguinte, de São João XXIII: o clima, a relação com a teologia, a aspiração das várias Igrejas, isso tudo aparece já no pontificado do Papa Pio XII, que é muito rico, nomeadamente para Portugal. É um pontificado muito interessante, quer pela questão de Fátima quer pela questão do regime político, por aquilo que se vivia nas várias dioceses.

Será uma abertura que é muito esperada e que, certamente, atrairá muitos historiadores.

 

Abertura dos documentos de Pio XII

AE – Pio XII é alvo de algumas acusações. A abertura do Arquivo vai mostrar que não há fundamento para acusações, nomeadamente a de falta de proteção aos judeus?

JTM– A nossa posição, no Arquivo, é abrir os documentos. Foram 13 anos de trabalho, eu cheguei há meses, mas existe uma larga equipa a trabalhar todos os documentos. Eles serão abertos, tornados acessíveis, as pessoas poderão ler e tirar as suas conclusões.

Deste trabalho, digamos, de primeiro contacto com os documentos, há notas muito impressionantes, que são algumas já conhecidas, mas que ali ganham uma ligação documental muito forte. Duas delas, para referir: uma, a grande ajuda do Papa e da Santa Sé aos prisioneiros de guerra, é um trabalho incrível. No Arquivo Secreto temos uma quantidade de documentação verdadeiramente extraordinária.

Outra, que será assombrosa contactar com ela, é a dimensão da caridade do Papa. O que o Papa Pio XII fez, em termos de caridade, é verdadeiramente assombroso: das milhares e milhares e milhares de pessoas que escreviam ao Papa, a pedir uma ajuda, uma ajuda material, não houve nenhuma que não fosse atendida. E o registo desse trabalho, muitas vezes silencioso, que se calhar o grande público não sabia, porque é uma relação pessoal, que se estabelece com o Papa, é uma coisa verdadeiramente impressionante.

O Papa Francisco disse, quando nos recebeu e fez o anúncio da abertura do Arquivo de pontificado de Pio XII, que a Igreja não tem medo da história. E é, no fundo, com essa atitude que o Papa decidiu abrir este pontificado, porque não tem medo da história e temos submeter-nos também, com humildade, ao juízo da próprio história.

 

AE – Recentemente, numa conferência em Lisboa, disse que uma biblioteca é uma “farmácia da alma”. De que forma é que, para a Igreja Católica, a Biblioteca Apostólica tem esse poder de curar?

JTM– Essa era uma bela tradição do antigo Egito. Quando os faraós abriam bibliotecas nas partes mais remotas do reino, colocavam no pórtico da biblioteca essa bela frase: “Farmácia da alma”. Uma biblioteca é, de facto, uma farmácia da alma: por um lado, porque uma biblioteca com a dimensão da Biblioteca Apostólica, dá-nos uma noção da história. Às vezes nós pensamos que um problema ou uma questão é apenas do presente e lidamos com isso com o dramatismo de ser um caso único, mas uma biblioteca dá-nos uma profundidade de olhar, mesmo em relação à história da Igreja.

Depois, uma biblioteca como a Biblioteca Vaticana mostra esta amplitude: o Cristianismo, digamos, não se interessa só por religião, interessa-se por tudo aquilo que é humano, é uma polifonia, não é uma monodia. Nós temos ali uma diversidade polifónica, de vozes, de estilos, de endereços, de correspondências, que acaba por ser uma grande riqueza.

O Papa diz muitas vezes que o drama da Igreja, o seu pecado, é a autorreferencialidade. Uma biblioteca desta natureza recentra a Igreja na sua missão fundamental: ser um serviço, em nome de Deus, à pessoa humana. Essa vontade de servir a humanidade, a humanidade de todos, está ali bem patente.

 

Ser colaborador do Papa

AE – O Papa quis que D. José Tolentino Mendonça fosse o bibliotecário e arquivista da Santa Sé, neste momento. É para fazer com que a Biblioteca do Vaticano tenha esse poder curativo, também no processo de renovação em curso, que seja inspiradora para esse processo?

JTM– A Biblioteca é um tesouro, por si, é um património por si só. Poder serviço esse tesouro e, sem dúvida, coloca-lo em sintonia com as linhas-mestras deste pontificado, é o trabalho do bibliotecário, com é o trabalho de qualquer responsável de uma congregação, que são o governo do Papa para a Igreja universal. Ou seja, expressar nos diversos ministérios o que é o pensamento deste pontificado. Nós queremos fazê-lo ali, também de forma humilde, na Biblioteca e no Arquivo, colocando-os como expressão daquilo que é o desígnio e o programa deste pontificado, que tem sido uma verdadeira primavera para a Igreja.

 

AE – Acontece tudo isso a partir de um perfil, de uma marca de ser de D. José Tolentino Mendonça, que é sempre de diálogo com outros saberes, de pontes com outras culturas…

JTM– Ali na Biblioteca é muito difícil ter outro perfil, porque a Biblioteca por sua natureza é dialógica, é um lugar de diálogos. De certa, o trabalho de política cultural é suscitar encontros. Para mim, são águas que me são muito familiares, de certa forma a minha vida preparou-me para este desafio, muito inesperado, muito surpreendente, que o Papa Francisco me colocou. Sinto também que estou a aprender muito, neste lugar, que também me desafia muito, me inspira a ir mais longe.

 

AE – Sente também que um dos desafios é esta próximo do Papa, aconselhar o Papa neste setor?

JTM– Estou completamente ao serviço dele, a Biblioteca é dele, o Arquivo é dele, no fundo tudo aquilo que fazemos é para colaborar com ele. Isso é muito bonito de ver, porque, no espírito de todos nós, as duas comunidades que trabalham diariamente nestas instituições, há esse serviço: nós somos colaboradores do Papa. Isso dá um sentido à nossa missão, que não teria se fosse só um projeto individual. Mas, mais importante até do que esta pessoa ou aquela, é estarmos todos juntos a colaborar para que o Papa possa governar a Igreja e ser a figura de Pedro, hoje.

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