Joaquim Pinheiro, Diocese do Funchal

Acudiam centenas de pessoas, de origem diversa, para ouvir as palavras de Jesus. Ali, à beira-mar, eram tocados pela sua mensagem, muitas vezes transmitida em forma de parábola (parabole). A simplicidade, aliada à força imagética, certamente que tornaria as palavras cristalinas. Para todos? Talvez não. Naquele tempo, como hoje, nem todos querem ouvir, nem ser tocados. Mesmo que a terra seja fértil, a semente que se lança tem de ser cuidada para poder germinar.

Tal como os pães se multiplicaram para saciar quem necessitava, assim seja possível criar no coração dos homens o desejo por imitar, com acções, o sentido das parábolas. Em tempo de férias, para a maioria, sintamos esse apelo por querer ouvir e reflectir sobre a dinâmica da mensagem e a capacidade de ela nos transformar. Mas este também é um tempo de pandemia, em que o amor pelo próximo é uma condição essencial para enfrentarmos toda a complexidade que vivemos e que coloca em causa a dignidade humana.

Na verdade, continuamos a poder ouvir Jesus. Logo, cada um de nós pode semear a palavra, torná-la activa nas tarefas diárias e contagiar, com alegria, os que mais precisam de uma fonte de esperança.

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