D. Roberto Mariz incentiva à participação nas cerimónias fúnebres do antigo presidente da Cáritas Portuguesa que se realizam na Sé de Setúbal, no domingo e segunda-feira

Lisboa, 14 ago 2026 (Ecclesia) – A Comissão Episcopal da Pastoral Social (CEPS), da Conferência Episcopal Portuguesa, emitiu hoje uma nota sobre a morte de Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa, valorizando a herança que deixou no serviço aos mais frágeis da sociedade.
“Deixa-nos um legado de inconformidade com a miséria e a pobreza; de empenho efetivo a favor dos necessitados e impulso para uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”, pode ler-se na mensagem enviada à Agência ECCLESIA e assinada por D. Roberto Mariz, presidente da CEPS.
“Este legado é um forte impulso para continuarmos a nossa proximidade com todas as fragilidades que afetam as pessoas de hoje e sermos agentes na construção de uma sociedade mais fraterna”, acrescentou.
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado, morreu na quarta-feira aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.
A Comissão Episcopal da Pastoral Social “manifesta profundo pesar” pelo falecimento do antigo presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, recordando-o como “incansável com os frágeis da sociedade”.
A sua partida é uma perda para todos nós. Manifestamos a nossa imensa gratidão por aquilo que foi, pela sua palavra, pela sua ação e pelo seu testemunho em favor dos mais carenciados”, escreveu o bispo auxiliar do Porto.
A CEP fala numa “personalidade incontornável da nossa Igreja em Portugal no serviço caritativo e social”, defendendo que se afirmou “com uma referência no seio da sociedade portuguesa”, no texto intitulado “Eugénio Fonseca, Construtor de uma sociedade fraterna”.
“É um testemunho convincente em favor dos necessitados que não morre nem desaparece”, evidenciou.
O organismo da CEP salienta as diversas missões e compromissos que caracterizaram a vida de Eugénio Fonseca, nomeadamente aqueles ligados à Comissão Episcopal da Pastoral Social.
“Destacamos a presidência da Caritas Portuguesa ao longo de duas décadas, além da Cáritas de Setúbal. Esta ação estendia atualmente como Presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado”, lembrou.
Na nota, D. Roberto Mariz incentiva à participação nas cerimónias fúnebres de Eugénio Fonseca, que se realizam na Sé de Setúbal, no domingo, onde o corpo chega às 18h, e no domingo, com a Missa do funeral a decorrer pelas 11h30, seguindo depois o cortejo para o cemitério Nossa Senhora da Piedade.
O texto evoca também algumas das afirmações de Eugénio Fonseca: “Combate deve ser à pobreza, não aos pobres”, “temos pobreza envergonhada porque estigmatizamos os pobres, em vez de estigmatizarmos a pobreza” e “o sistema económico e financeiro que nos orienta só valoriza o que dá lucro, põe em primeiro lugar o que tem preço”.
“A Doutrina Social da Igreja (DSI) era inspiração para o seu pensamento e ação. Valorizemos este tesouro (DSI) da nossa Igreja que brota do Evangelho na leitura atenta dos ‘sinais dos tempos’ de “cada tempo’ sob a inspiração do Espírito Santo”, pediu o presidente da CEPS.
Nascido em 1957, Eugénio Fonseca era natural de Setúbal e licenciado em Ciências Religiosas, pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa; ao longo do seu percurso passou por vários cargos a nível local, regional e nacional, na Igreja Católica, sociedade civil e de nomeação governativa, e recebeu várias distinções honoríficas.
LJ
Igreja/Sociedade: Morreu Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa
