«Os migrantes são bem-vindos» – D. Fernando Paiva publicou nota para a Semana Nacional da Mobilidade Humana

Beja, 11 ago 2026 (Ecclesia) – O bispo de Beja publicou uma nota de acolhimento e de valorização dos migrantes presentes na diocese, e de “gratidão a todos” os que os “acolhem e acompanham”, para a Semana Nacional da Mobilidade Humana em Portugal.
“Os migrantes são bem-vindos! A sua presença e o seu trabalho valorizam a nossa sociedade. Também os nossos conterrâneos que partem para outras terras continuam presentes nas nossas orações”, escreve D. Fernando Paiva, na nota divulgada, esta segunda-feira, pela Diocese de Beja na rede social Facebook.
O bispo de Beja começa por saudar “todos os irmãos migrantes” que, nesta diocese do baixo Alentejo, integram as “comunidades cristais”, e destaca que são “membros plenamente reconhecidos da Igreja”.
D. Fernando Paiva também partilha uma palavra de “profundo apreço e gratidão” a todos os que acolhem, acompanham e apoiam” os migrantes no seu processo de integração, na sua nota para a Semana Nacional da Mobilidade Humana.
A Igreja Católica em Portugal está a celebrar a 54.ª Semana Nacional de Migrações, desde domingo, 9 de agosto, com o tema ‘Da fragilidade à Esperança’, até dia 16 de agosto; do programa nacional destaca-se a Peregrinação do Migrante e do Refugiado, ao Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13.
O presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, da Igreja Católica em Portugal, afirma que a cidadania “deve ser sempre valorizada, para todos os cidadãos”, na mensagem para para a 54.ª Semana Nacional de Migrações.
“No nosso país, com uma tão grande tradição migratória, em todos os sentidos (partimos e somos acolhidos nos países de destino; e acolhemos outros que chegam à nossa terra), há muitas e belas histórias de sucesso na integração. Mas também é verdade que as situações de violência sobre os migrantes não estão ausentes. A fragilidade de não conhecer a terra, de não falar a língua, de não estar à vontade na cultura nem sempre se juntam o amparo e o acolhimento”, escreve D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco.
Segundo o presidente da Comissão da Mobilidade Humana, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), para as vagas migratórias, por vezes, desproporcionadas para os mecanismos de integração, “a solução não é combater as pessoas migrantes”, mas é garantir-lhes “melhores condições de acolhimento”, e salienta que a cidadania “deve ser sempre valorizada, para todos os cidadãos (nacionais ou estrageiros) e sempre alicerçada em algo maior: a dignidade humana, igual e universal”.
A Semana Nacional de Migrações da Igreja Católica em Portugal é promovida pela Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM), organismo da CEP.
CB
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