Missão/Brasil: Amazónia é uma região exigente» e «requer muita saúde e coragem», afirma frei Paulo Maria Braghini

Fundação Ajuda à Igreja que Sofre apresenta testemunho de missionário, inserido num grupo de frades capuchinhos entre o povo Ticuna

Lisboa, 10 ago 2026 (Ecclesia) – O frei capuchinho Paulo Maria Braghini partilhou as dificuldades com que um missionário se confronta diariamente na Amazónia, no Brasil, assumindo que é uma geografia complexa.

“Esta região é exigente. Requer muita saúde e coragem. Há muitos perigos, todos os tipos de picadas de cobra mortais, mordidas de piranha. Há algumas doenças típicas aqui: malária, filariose, febre amarela”, afirmou o frade, no documentário emitido esta quarta-feira, na RTP2 (programa Ecclesia).

Neste Verão, durante o mês de agosto e a primeira semana de setembro, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) exibe no programa Ecclesia cinco documentários sobre o trabalho missionário da Igreja perseguida e necessitada em várias partes do mundo.

O frei capuchinho Paulo Maria Braghini lembra que “São Francisco costumava dizer: ‘Louvado sejas, meu Senhor, pelo Irmão Sol’”, no entanto, refere, às vezes, este “pode ser violento”.

“Aqui na Amazónia, se você não se proteger do sol, pode perder a pele”, afirmou.

Na produção, o capuchinho dá conta que tem “um quadro grave de amebíase, anemia grave, glicemia alta e algumas outras dificuldades” e que quando ali chegou sabia que ia perder a vida.

“Jesus diz: ‘Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me. Quem perder a sua vida, a encontrará’. Decidi fazer isso e estou calmo, sereno, consciente e muito feliz”, testemunha.

Foto Fundação AIS

Na descrição do documentário, a Fundação AIS explica que o “frei Paulo reconhece que no coração de cada missionário arde uma chama sagrada de loucura” e que “esta jornada não é guiada por lógica, planos ou estratégia – está inteiramente nas mãos de Deus”.

“’Loucura de Deus na Amazónia’ é um filme profundamente comovente, ambientado na exuberante e selvagem beleza da Amazónia brasileira, onde testemunhamos uma obra de amor vivida por um pequeno grupo de frades capuchinhos entre o povo Ticuna” de Belém dos Solimões, pode ler-se.

A fundação pontifícia destaca que “eles não estão lá apenas para fazer, mas para ser — para se tornarem um com aqueles a quem servem”.

“Sua presença é uma expressão viva do que significa a verdadeira evangelização: amar e servir seus irmãos e irmãs, porque neles você vê a face de Deus”, conclui.

Os próximos documentários que a Fundação AIS apresenta no programa Ecclesia, na quarta-feira, têm como títulos: “Croácia. Um Mar de Orações” (19 de agosto), “Albânia. Metanoia” (26 de agosto) e “Gana. Cidade de Deus” (2 de setembro).

A Fundação AIS é o secretariado português da organização internacional Aid to the Church in Need (ACN), uma fundação pontifícia que, com base em três pilares – informação, oração e acção -, ajuda os Cristãos onde quer que sejam perseguidos, ameaçados ou em necessidade.

LJ

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