Angra: Escola Diocesana de Música Sacra prepara terceiro ano de atividade

«Conseguimos garantir a formação litúrgica, conseguimos garantir a formação musical e a formação coral», destacou o padre Marco Luciano Carvalho

Foto: Comissão de Música Sacra – Açores; padre Marco Luciano Carvalho (arquivo)

Angra do Heroísmo, Açores, 05 ago 2026 (Ecclesia) – A Escola Diocesana de Música Sacra, do Serviço Diocesano de Liturgia de Angra, está a preparar o seu terceiro ano, quer reforçar equipa de formadores, lamenta a escassez de recursos humanos, e a falta de incentivo das paróquias.

“Este ano trabalhou-se com muita dificuldade, por falta de pessoas que pudessem colaborar com o setor e também por falta de disponibilidade das que estavam. Foi muito difícil gerir um projeto destes só com duas ou três pessoas”, explicou o diretor do Serviço Diocesano de Liturgia, faz um balanço positivo do trabalho desenvolvido, citado pelo portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.

Em funcionamento desde outubro de 2024, a Escola Diocesana de Música Sacra vai entrar no terceiro ano de atividade com o objetivo de consolidar a formação e chegar a mais comunidades, e mantém a aposta na formação litúrgica e musical de todos os que intervêm no canto das celebrações.

O segundo ano de atividade foi marcado pela estabilidade do número de participantes, com uma média de 30 alunos em São Miguel, um número inferior ao registado no ano inaugural, e pela dificuldade na constituição da equipa docente, sobretudo na maior ilha açoriana.

Foto: Comissão de Música Sacra – Açores; Coro Escola Diocesana de Música Sacra

“O primeiro ano teve um incentivo da participação na festa do Senhor Santo Cristo e muitas pessoas foram somente por causa disso. Não foi com o objetivo de fazer formação”, observou o diretor do Serviço Diocesano de Liturgia, padre Marco Luciano Carvalho.

Ao longo do ano pastoral 2025/2026, os participantes aprofundaram os principais documentos do Concílio Vaticano II relacionando-os com a liturgia e a música sacra, conjugando essa dimensão com formação técnica e prática na área musical e coral.

“Conseguimos garantir a formação litúrgica, conseguimos garantir a formação musical e a formação coral”, realçou o sacerdote.

A escola criada pelo Serviço de Liturgia da Diocese de Angra nasceu para oferecer formação contínua a coralistas, salmistas, organistas e dirigentes de coro, em São Miguel e na Terceira, nesta ilha também com formação em canto e órgão.

Para o padre Marco Luciano Carvalho, a Escola Diocesana de Música Sacra continua aquém do potencial por falta de divulgação e de incentivo por parte de muitos sacerdotes, e salientou que “da parte das paróquias, concretamente da parte dos párocos, não há grande incentivo”, lamentando que os emails “enviados no início do ano, não surtiram efeito”.

A Escola Diocesana de Música Sacra vai reabrir em outubro, com o modelo de funcionamento dos dois primeiros anos, enquanto a equipa do Serviço Diocesano de Liturgia de Angra e a Comissão Diocesana de Música Sacra serão reforçadas, para garantir mais colaboradores para responder às exigências dos vários projetos em curso.

“Vamos tentar fazer com que mais pessoas aceitem colaborar e, com uma equipa renovada, garantir a formação que gostaríamos de ter”, acrescentou o diretor do Serviço Diocesano de Liturgia de Angra, citado pelo sítio online ‘Igreja Açores’.

Esta escola da Diocese de Angra oferece dois níveis de formação – um geral e outro específico -, em Ponta Delgada (São Miguel), na Ermida de Nossa Senhora das Mercês, aos sábados, de duas em duas semanas; e na ilha Terceira, no Seminário de Angra, realizou 10 sessões de formação, em cada disciplina – canto e órgão- ao longo do ano pastoral.

CB

Partilhar:
Scroll to Top