Relatório oficial apresenta contas de 2025

Cidade do Vaticano, 31 jul 2026 (Ecclesia) – O património líquido da Santa Sé cresceu 89 milhões de euros no último ano, atingindo os 2686 milhões, revelou hoje o Vaticano na apresentação das contas de 2025.
O relatório oficial do exercício da APSA (Administração do Património da Sé Apostólica) assinala que a instituição garantiu a estabilidade de serviço num período marcado pela morte do Papa Francisco e pela eleição de Leão XIV.
O resultado da gestão fixou-se nos 22,8 milhões de euros, montante que cobriu integralmente a contribuição de 22,7 milhões para o funcionamento da Cúria Romana.
O presidente da APSA justificou a diferença face aos 62,2 milhões apurados no ciclo transato recordando que esse período prévio assumiu um caráter “extraordinário e não repetível”.
D. Giordano Piccinotti explicou que o saldo contabilístico negativo da carteira mobiliária resulta de uma nova diretriz interna que aloca os rendimentos diretamente às reservas de capital próprio.
“Esses 16 milhões não se perderam, mas confluíram diretamente para o fortalecimento do património da Administração”, esclareceu o arcebispo, destacando o impacto das regras de transparência.
O setor imobiliário impulsionou as operações correntes com um excedente de 44,5 milhões de euros, alicerçado na racionalização de despesas de manutenção e no aumento das receitas operacionais.
A estrutura administra 4281 frações em território italiano e cerca de 1200 unidades além-fronteiras, encontrando-se a implementar um programa trienal destinado à venda de propriedades não estratégicas.
O presidente da APSA vincou que a missão do organismo exclui finalidades puramente especulativas, procurando antes proteger ativos que funcionam como um “instrumento” de apoio à ação eclesial global.
A Administração do Património da Sé Apostólica atua como a central de compras e a tesouraria da Santa Sé, operando com critérios estritos de controlo e mitigação de risco.
OC
