Liturgia: 50 encontros de Pastoral Litúrgica mostram que «formação é o refrão»

D. José Cordeiro afirma que, cada tempo, «está tudo por começar» porque há «uma nova geração, uma nova linguagem»

Foto Agência ECCLESIA/PR

Fátima, 28 jul 2028 – O presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade afirmou que a formação no Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica mostra que faz parte “integral e integrante” das comunidades, indica que “está tudo por começar” e que constitui “o refrão”

“A formação é mesmo o refrão: formação, formação, formação”, afirmou D. José Cordeiro no 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica.

A partir da proposta que é feita em cada encontro nacional, o presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade valorizou o facto da formação litúrgica fazer “parte integrante da formação integral e integrada na vida das dioceses”, lembrando que “está tudo por começar”.

Está tudo por fazer porque há uma nova geração, há uma nova linguagem, um novo orador para que a liturgia continue a ser a vida da Igreja, continue a ser o coração que bate ao ritmo da Palavra de Deus e na realidade que nos toca viver hoje”.

D. José Cordeiro sublinhou que “participar é muito mais do que assistir”, adiantando que “exige a atitude da presença, exige o silêncio do coração, exige um coração dócil à escuta da Palavra de Deus e exige o próprio rito, porque o rito em si, o repetir, já é formar, porque é configurar a Jesus Cristo, é tomar a forma de Cristo”.

Para o diretor do Secretariado Nacional de Pastoral Litúrgica, padre Joaquim Ganhão, a formação é também o ponto essencial no contexto litúrgico.

Mais do que nunca, hoje sinto que é preciso estar disponível para aprender porque quando, na liturgia, deixamos de estar disponíveis para aprender, corremos o risco de fazer muitos disparates”.

O padre Joaquim Ganhão evocou o percurso do Concílio Vaticano II no propósito de reformar a participação litúrgica como “redescoberta da Igreja em oração”, referindo que os 50 encontros de Pastoral Litúrgica são um “tempo de formação pela liturgia e para a liturgia”.

“É preciso conhecer os ritos, conhecer os textos, conhecer o espírito da Liturgia para nela entrar e dela tirar o melhor dela mesma, que é a nossa comunhão com o Senhor e, ao mesmo tempo, a nossa santificação”, afirmou.

A liturgia não é o teatro ou a coreografia feita pelos ministros ordenados, mas é a ação de todo o povo de Deus reunido no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

O padre Joaquim Ganhão foi nomeado diretor do Secretariado Nacional de Liturgia na última Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa e apontou como prioridade, “definida em conjunto por toda a equipa do Secretariado e pela Conferência Episcopal”, a mesma que o Concílio “foi muito claro em enumerar”: “celebra para a glória de Deus e santificação do seu povo”.

“Tudo que concorra para aqui torna-se prioridade no caminho da Liturgia”, afirmou.

O Padre Pedro Ferreira foi o diretor do Secretariado Nacional de Liturgia nos últimos 32 anos, “um dos marcos na história da Liturgia em Portugal e de modo especial na reforma litúrgica”.

“Sem o padre Pedro é difícil escrever e entender a reforma litúrgica e a sua receção em Portugal e na língua portuguesa”, disse D. José Cordeiro à Agência ECCLESIA.

O presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade manifestou uma “imensa gratidão” pelo trabalho do padre Pedro Ferreira e disse que, na próxima Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, o episcopado vai agradecer o trabalho que fez o âmbito da Liturgia, nomeadamente na organização de cada Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica “porque fez mais da metade deste percurso”.

PR

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