Leão XIV envia mensagem aos participantes do VII Seminário Internacional de Comunicações da Igreja, que decorre no Chile

Santiago do Chile, 28 jul 2026 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje aos comunicadores católicos para sujeitarem os desenvolvimentos da Inteligência Artificial (IA) ao escrutínio da moralidade e do bem comum.
Numa mensagem dirigida aos participantes no VII Seminário Internacional de Comunicações da Igreja, a decorrer em Santiago do Chile, Leão XIV sublinhou a necessidade de “enfrentar os desafios da inteligência artificial com sabedoria e responsabilidade”, advertindo que a tecnologia não pode suplantar a pessoa.
O encontro reúne na capital chilena diversos agentes pastorais, académicos e representantes episcopais da América Latina e das Caraíbas.
A mensagem do Papa, enviada através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, refere que o ambiente digital deve salvaguardar a “dignidade humana” e potenciar o encontro interpessoal.
O debate incluiu uma intervenção do subsecretário do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, que recusou perspetivas estritamente técnicas.
“Antes da ética, está a espiritualidade e, antes da norma, o discernimento interior”, advertiu o padre Antonio Spadaro.
O sacerdote jesuíta sublinhou que a atual tecnologia se converteu num complexo “ambiente mental, cultural e espiritual”, assumindo-se como uma “prova para a alma”.
Já o arcebispo de Santiago do Chile corroborou esta urgência ética, apelando ao uso das novas plataformas para erradicar desigualdades e consolidar a autonomia civil.
O cardeal Fernando Chomali invocou a recente encíclica papal ‘Magnifica humanitas’ para exigir um escrutínio cristão contínuo,
“A encíclica é um tratado de espiritualidade, porque nos convida uma e outra vez a fazer um discernimento”, precisou.
OC
