«Lar dos Afetos» é a marca registada do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha

Guarda, 22 jul 2026 (Ecclesia) – A diretora do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha afirmou que o apoio domiciliário precisa de uma “mudança urgente”, criando condições para que os idosos permaneçam “mais tempo nas suas casas”, cuidando “com afeto”.
“A nossa missão é proporcionar uma melhor qualidade de vida aos nossos utentes com afeto. Sempre com afeto, com olhar atento, com proximidade, com toque, com sorriso matinal. Porque isso faz toda a diferença numa casa como esta”, disse Rosária Santos à Agência ECCLESIA.
O Lar de Santa Ana de Azinha, na Diocese da Guarda, proporciona três respostas sociais aos seus utentes, nomeadamente o Centro de Dia, a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (que tem como marca registada “Lar dos Afetos”) e o Serviço de Apoio Domiciliário.
A partir da “rotina” do apoio domiciliário que se repete há décadas, Rosário Santos afirmou que sentiu a necessidade de transformar a visita a quem está em suas casas, para se “adaptar à nova realidade” das famílias e criar condições para que os idosos permaneçam “mais tempo” no seu ambiente.
“Já que estamos em território de baixa densidade, já que estamos a falar tanto em envelhecimento ativo, então está na altura de fazermos com que os nossos idosos fiquem mais tempo nas suas casas, evitando perder a tal liberdade, evitando a tristeza de ter que deixar tudo para trás mais cedo, ou seja, evitar idas ao hospital”, afirmou.



Para transformar o apoio domiciliário, a diretora do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha criou um gabinete médico, os profissionais da Unidade de Saúde Local deslocam-se a casa dos idosos, que acompanham cada situação de uma forma personalizada.
“A ideia começou a ganhar forma, começou a haver diálogo, fomos à autarquia, começamos a avançar com o projeto, e hoje o projeto está aí com toda a força, e espero que chegue a bom porto”, afirmou.
Com a mudança de paradigma no apoio domiciliário, a necessidade de permanecer na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas é preparada de forma gradual e torna “mais fácil” a saída dos idosos de suas casas momento de “deixar uma vida inteira para trás”.
“No fundo, quando vimos para estas casas, perdemos a liberdade… Ainda que sejamos tratados com afeto, damos os nossos passeios, temos as nossas atividades, mas individualmente nós perdemos a liberdade”, afirmou Rosária Santos.






A diretora do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha referiu os “familiares excecionais” dos utentes e valorizou a presença de crianças e jovens no diálogo com os idosos, como vai acontecer no Dia dos Avós
“Nós estamos expectantes que no Dia dos Avós venham mais netos. Já temos agendado uma missa campal. Será um dia diferente. E certamente que os netos têm de pensar na alegria que vão proporcionar aos avós nesse dia… Não só nesse dia, mas em todos os dias do ano”, afirmou.
O projeto desenvolvido no Lar dos Afetos e a celebração do Dia dos Avós e dos Idosos vai estar em destaque no programa 70×7 do próximo domingo, 26 de julho, na RTP2.
HM/PR
![]() O Projeto GuardAfetos, que está a ser desenvolvido no Distrito da Guarda para fazer um diagnóstico e uma caraterização sociodemográfica da população, com o objetivo de adequar o Serviço de Apoio Domiciliário às necessidades locais, articulando a área social com a área da saúde. Com a coordenação do Instituto de Superior de Ciências Sociais e Políticas, o projeto GuardAfetos tem o seu “berço” no Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha (o Lar dos Afetos) e conta com a colaboração da Unidade Local de Saúde da Guarda e a Federação das Instituições de Terceira Idade. Para José Carlos Batalha, presidente da Federação das Instituições de Terceira Idade (FITI), que faz parte da CNIS, e presidente da Assembleia Geral do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha, conhecido como Lar dos Afetos, é necessário conhecer a realidade da região para que seja possível “mudar as políticas públicas” e, assim, mudar um “paradigma do serviço de apoio domiciliário que está absolutamente esgotado”. José Carlos Batalha considera que a novidade do projeto GuardAfetos está incluir os cuidados de saúde quando se faz a visita domiciliária. “Juntar a saúde ao social. Esta é a novidade. Porque as pessoas não precisam só dos cuidados da ação social, da alimentação, da higiene, precisam também de quem olhe por eles na perspetiva da saúde”, afirmou o presidente da Assembleia Geral do Centro de Dia e Lar de Santa Ana de Azinha. As conclusões do projeto GuardAfetos vão ser apresentadas no dia 25 de setembro. |
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