Bispo auxiliar sugeriu «uma interioridade aberta a Deus e aos outros», palavra que se lembrou com a sigla IA

Porto, 12 jul 2026 (Ecclesia) – D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, afirmou que “a Igreja existe para evangelizar”, na abertura da vertente presencial das XX Jornadas Catequéticas, do Secretariado Diocesano da Educação Cristã, este sábado, 11 de julho, no Seminário de Vilar.
“Precisamos de catequistas apaixonados pelo Senhor, que incendeiam à volta, e assim serão luz no mundo e sal da terra; não deixemos o fogo desaparecer dentro de nós”, disse D. Roberto Mariz, citado pelo portal online ‘Educris’ na informação enviada hoje, 13 de julho, à Agência ECCLESIA.
“Se não temos o fogo dentro de nós, como é que podemos incendiar à nossa volta?”, acrescentou o bispo auxiliar do Porto.
As Jornadas Catequéticas da Diocese do Porto, que estão a comemorar o vigésimo aniversário, começaram no dia 6 de julho, com sessões online e presenciais, propõem 13 percursos formativos para catequistas e educadores, até esta quinta-feira, dia 16.
D. Roberto Mariz realçou que o caminho realizado pelas Jornadas Catequéticas da Diocese do Porto representa “um crescimento conjunto que nunca é acabado nem terminado”, e destacou o compromisso dos catequistas nas 22 vigararias (conjunto de paróquias) desta diocese.
Na sua intervenção, o bispo auxiliar do Porto reconheceu as potencialidades da inteligência artificial (IA), mas alertou para a necessidade de preservar aquilo que é essencialmente humano, e propôs uma “interioridade aberta”, uma “outra palavra” que se lembrou com ‘IA’.
“Uma interioridade aberta a Deus e aberta aos outros. E este é o Evangelho”, realçou.
Segundo D. Roberto Mariz, acrescenta o portal Educris, as novas tecnologias podem constituir instrumentos importantes ao serviço da humanidade, mas o verdadeiro centro da missão evangelizadora continua a ser a relação pessoal com Cristo.
“Quanto mais conseguirmos esta raiz na intimidade com o Senhor, mais alento teremos para a vivência missionária e evangelizadora”, indicou aos presentes, observando que “ser catequista, mais do que passar teorias ou regras, é esta partilha de experiências da vida tocada por Cristo.”
O bispo auxiliar do Porto, que apresentou o ‘Percurso 4’, intitulado ‘Dar a saborear a eucaristia como fonte para viver e eucaristizar a vida’, concluiu a sessão de abertura das jornadas presenciais citando Leão XIV: “O catequista é uma pessoa de palavra, uma palavra que pronuncia com a própria vida”.
As jornadas foram presenciais, do 4.º ao 13.º percurso, cada um com duração de seis horas, este sábado e domingo, no Seminário de Vilar; a abertura contou com a presença de Fernando Moita, o diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e secretário da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), da irmã Arminda Faustino, coordenadora do Departamento da Catequese do SNEC, e da diretora do Secretariado Diocesano da Educação Cristã do Porto, Isabel Oliveira.
As Jornadas Catequéticas da Diocese do Porto continuam em regime online, entre hoje e quinta-feira, das 21h00 às 23h00: o percurso 2, dias 13 e 14 julho, com Mónica Nogueira Soares, sobre ‘Cuidar da comunicação educativa: escuta, presença e relação na catequese’; e o percurso 3, com o padre Sérgio Leal a apresentar ‘A Catequese ao Serviço da Sinodalidade: gerar processos de iniciação à Fé na/com a Comunidade’, dias 15 e 16 julho.
CB/OC


