Sociedade Missionária reúne-se em Assembleia Geral, apontando ao centenário de fundação

Cucujães, 13 jul 2026 (Ecclesia) – O superior-geral da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN) apelou hoje ao abandono do individualismo pastoral, desafiando os membros do instituto a cultivarem a escuta mútua e a interdependência.
“Que esta Assembleia nos revigore e nos abra o coração, de modo que possamos verdadeiramente exercitar a escuta do Espírito, abandonando estratégias pessoais”, exortou o padre Adelino Ascenso, na homilia da Missa de abertura da 15.ª Assembleia Geral da SMBN.
A celebração decorreu em Cucujães, no concelho de Oliveira de Azeméis, espaço que acolheu a primeira reunião magna do instituto em 1964.
“A construção da Igreja não é obra nossa e a Sociedade Missionária da Boa Nova não tem luz própria”, lembrou o responsável católico.
A necessidade de cultivar relações humanas foi apresentada pelo padre Adelino Ascenso como um antídoto contra o isolamento.
“Cuidemos das relações. Não esqueçamos que dependemos uns dos outros e ninguém fica de fora”, assinalou.



A reflexão abordou a condição frágil da Igreja, descrevendo uma realidade marcada por “rugas e de quedas”, mas orientada para a renovação comunitária.
“É com a comunidade que somos movidos pela força do Espírito. É Ele que nos mostra que dependemos uns dos outros, todos interligados e interdependentes”, precisou o sacerdote.
O superior-geral socorreu-se ainda de uma imagem para ilustrar a comunhão exigida à organização, comparando os crentes a “fios entrelaçados de uma mesma corda” que apenas ganha força no conjunto.
O encontro foca-se na preparação do próximo mandato diretivo, um ciclo temporal que termina em 2030, centenário da fundação da SMBN, inicialmente destinada a auxiliar o esforço missionário da Igreja em Portugal; nos últimos anos a Sociedade Missionaria tornou-se internacional.
LS/OC
