Guarda: Bispo quer publicar «mapa provisório das futuras unidades pastorais», para iniciar mudança

D. José Pereira espera que «próximo plano pastoral não seja anual», mas tenha duração até ao Jubileu 2033

Guarda, 09 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo da Guarda “gostaria” de publicar um “mapa provisório das futuras unidades pastorais”, que foi construído “a partir do processo sinodal e da auscultação”, no dia 11 de julho, sob a proteção do São Bento, padroeiro da Europa.

“A minha intenção é que as unidades pastorais possam ir começando, o mapa foi feito a partir do processo sinodal e da auscultação do clero, dos arciprestados, e também dos Conselhos Diocesanos, pastoral e o presbiteral. E que até 2033, a altura do Jubileu dos Dois Mil Anos da Redenção, se vá testando, pondo em prática, e implementando as unidades pastorais”, disse D. José Pereira, em declarações à Agência ECCLESIA.

“Ao ritmo do que for possível, às paróquias e aos padres, para criar equipas sacerdotais e equipas pastorais com leigos e diáconos também. Iremos fazendo esta implementação até 2032, para, depois, no ano 2032-2033, em que se iniciar o jubileu, podemos estar a celebrar e a confirmar ou a afinar o mapa das unidades pastorais”, acrescentou.

O bispo da Guarda adiantou que “gostaria” de publicar o “mapa provisório das futuras unidades pastorais” este sábado, dia 11 de julho, quando a Igreja Católica celebra, no seu calendário litúrgico, a memória de São Bento, o padroeiro da Europa, que “foi muito importante na reorganização da Igreja após a queda do Império Romano”.

“Eu gostava que ele fosse o nosso protetor e o nosso patrono naquilo que seja a reorganização pastoral da nossa diocese, que não começa agora, vem desde a segunda década deste milénio. Já houve uma assembleia diocesana, em 2017, uma proposta de reorganização, em 2019, e alguns passos iniciados pelo senhor D. Manuel Felício”, explicou.

Segundo D. José Pereira, o que vai surgir no próximo ano, sobretudo, é o próximo plano pastoral que deseja “não seja anual, mas com esta duração até ao jubileu” (2033), já com os contributos da Assembleia Diocesana Sinodal de setembro, de onde sairá “uma proposta de um texto de eleição de prioridades e de algumas linhas de ação”.

A Diocese da Guarda, no caminho sinodal deste último ano pastoral, realizou duas assembleias diocesanas, de onde saíram 21 prioridades, o bispo diocesano destaca o “desejo” de uma reorganização da pastoral, porque têm “muitas paróquias envelhecidas e com pouca dimensão, que já não conseguem alimentar a presença e a fé das pessoas, vão alimentando alguma manutenção”, a participação dos leigos e dos jovens, e, uma terceira, “retomar dinâmicas de formação, seja de formação bíblica, da fé teológica, também da revitalização da vida espiritual”, e “apostar na formação de formadores”, de agentes leigos.

A ordenação episcopal de D. José Pereira, e tomada de posse da Diocese da Guarda, realizou-se no dia 16 de março de 2025; neste final do primeiro ano pastoral completo nesta Igreja diocesana afirma que “é continuar a caminhar juntos, a aprender os ritmos da diocese”.

“É importante fazer avaliações e perceber o que é que correu bem, o que é que precisa ser aperfeiçoado, mas é uma Igreja em caminho e, portanto, não tem grandes paragens. É continuarmos a fazer esse caminho, de nos mobilizarmos, e motivarmos para os desafios, acreditando que o Evangelho acontece mesmo, isso é que é importante reforçar”, desenvolveu o bispo diocesano.

“As pessoas vão-se sentindo entusiasmadas, vão renovando a alegria de poder pegar nisto ou naquilo, ao mesmo tempo o Evangelho também vai ajudando a temperar alguns desânimos e algumas frustrações que acontecem. E isso é que é importante, é perceber que não haja uma dissociação entre o que é que é a doutrina que a gente prega e depois os critérios com que a gente vive”, desenvolveu.

D. José Pereira, no fim deste ano, sublinha que “é aprender” a partir daquilo que foram “escutando, da caminhada sinodal de auscultação e discernimento”, e tentar ver quais são os ritmos: “o que é que já se pode iniciar, o que é que ainda precisa de esperar e amadurecer mais, mesmo em termos de constituição das unidades pastorais, quais é que estão capazes de avançar, quais é que ainda vão demorar”.

Sobre os ritmos desta diocese do interior, e de fronteira, de Portugal, exemplificou que, “agora, para a maior parte das pessoas é férias, aqui começam as festas, vêm os imigrantes para as aldeias”, e, muitos dos padres “fazem um descansozinho”, e, no início de setembro ou fim de agosto, “é que poderem ter mais algum tempo de férias”.

D. José Pereira, sobre o seu verão, adiantou que vai “presidir a algumas festas”, mas, já este mês dedica duas semanas à pastoral juvenil e vocacional, ao ‘Campo Pastoral’ do Pré-Seminário da Diocese da Guarda que está a decorrer (7 a 12 de julho), no Paul (Covilhã), juntou-se após a final da ‘Clericus Cup’, a 19.ª edição do torneio nacional de futsal de padres, que a diocese acolheu, e, depois, entre 19 e 26 de julho, o campo de férias ‘Missão Play’, do Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil, e o ‘Rejoice’, a jornada nacional da juventude, em Lamego.

“Estarei em julho nessa realidade, a ultimar os processos de publicação do mapa das unidades pastorais, e das nomeações pastorais para o próximo ano. Depois, terei oito diazitos de férias, fora da diocese, e voltarei para visitar as comunidades e participar nas festas, acompanhando o ritmo do verão desta diocese”, concluiu o bispo da Guarda.

CB/OC

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