Voluntários ajudaram a carregar donativos de empresas, associações, amigos e colaboradores, que vão partir em breve de Silves
Fátima, 09 jul 2026 (Ecclesia) – Um grupo de cerca de 30 voluntários, de várias idades, reuniu-se ao final da tarde de segunda-feira, nas instalações dos Missionários da Consolata (IMC), em Fátima, para carregar um contentor solidário com destino à Diocese de Tete, em Moçambique.
Entre os bens encontravam-se “computadores, material hospitalar, ecógrafos, aparelhos de raio X, muletas, cadeira de rodas, bomba de água, cama articulada, compressor, gerador, placa de fogão, projetor, roçadora e uma fresadora universal de carpintaria”, informa uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
No contentor seguiram também fios elétricos, máquinas de lavar, lâmpadas, bicicletas, sacos de nozes, livros, artigos religiosos, loiça, material escolar, vestuário, calçado, camas, brinquedos, toalhas, lençóis, folhas de papel e cadeiras.
Todos os bens foram doados por empresas, associações, amigos e colaboradores do IMC e destinam-se a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Os donativos vão ser entregues à Diocese de Tete, cujo bispo é Diamantino Antunes, um missionário da Consolata de 59 anos, natural de Albergaria dos Doze, Leiria, que já acumula 29 anos de trabalho no país onde agora está.
“É impressionante ver aqui cerca de 30 pessoas a carregar este contentor, que representa uma grande dádiva para Moçambique”, disse o padre Simão Pedro, IMC.
O sacerdote realça que além de todos os bens identificados, foi possível angariar “muitos livros para as bibliotecas, assim como medicamentos, que muita falta fazem”.
Os voluntários que se juntaram na ação solidária eram provenientes de Fátima, Porto de Mós, Alvaiázere e Albergaria dos Doze.
Entre eles estava Isabel Guapo, de 60 anos, com relações familiares ao bispo de Tete, tenho há dois ido com um grupo de voluntários conhecer a diocese liderada pelo irmão do marido.
“Estou aqui com muito gosto porque todos estes bens vão partir para a diocese do meu cunhado, o bispo Diamantino. Para aquelas crianças, o pouquinho representa muito. Quando eu lá estive, levei roupas dos meus netos e foi uma alegria para eles. Gostava de lá voltar. Aquele povo é muito acolhedor”, expressou.

De Alvaiázere, Marta e Jéssica Lemos, de 14 e 17 anos, envolveram-se na iniciativa com fins solidários a convite do tio de ambas, Carlos Silvério, antigo seminarista da Consolata.
“As caixas que estamos a carregar indicam o que está no seu interior. Já percebi que há aqui roupa, livros, brinquedos e material escolar. Sinto-me feliz porque tenho a certeza que, se nós precisássemos, eles também iriam fazer a mesma coisa”, disse a voluntária mais nova.
Jéssica referiu estar ali para ajudar, esperando que os destinatários dos bens “fiquem felizes” e que as doações sirvam para as necessidades da população: “É isso que nós queremos”.
O contentor vai partir em breve de Silves rumo a Moçambique.
Os Missionários da Consolata são uma família de consagrados, constituída por sacerdotes e irmãos, para o anúncio de Cristo a todos os povos; fundados pelo beato José Allamano, no âmbito da Igreja de Turim, no Santuário de Nossa Senhora da Consolata, em 1901, distribuem-se hoje por várias Igrejas locais, como expressão da missão universal da Igreja.
LJ/OC
