Vaticano: Papa critica obsessão em «ter e possuir»

Leão sublinha que amor cristão exige «acolhimento dos irmãos»

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 28 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa criticou hoje no Vaticano a mentalidade materialista contemporânea, desafiando as comunidades católicas a ir ao encontro dos mais necessitados.

“O amor é também perda. É difícil compreendê-lo, especialmente num mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e no qual se vive obcecados por ter e possuir”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

Leão XIV sublinhou que “o amor ao Senhor passa sempre pelo acolhimento dos irmãos”.

“O amor só produz fruto ao doar-se, quando estamos dispostos a perder um pouco do nosso eu para dar espaço ao outro, a perder um pouco de tempo para escutar um amigo, a perder um pouco de conforto para compartilhar uma situação complicada”, precisou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

O Papa advertiu que o individualismo leva a uma existência estéril.

“Se vivermos segundo a lógica do dom, seremos capazes de gerar vida nova nas nossas relações”, acrescentou.

A intervenção dominical centrou-se na análise das exigências do “seguimento” de Jesus, apresentando “o desapego, a perda e o acolhimento” como pilares da “relação de amor” com Deus e os outros.

“O amor, na verdade, expressa-se em escolhas e ações concretas, num empenho feito de pequenos gestos quotidianos”, apontou o Papa.

A intervenção concluiu-se com uma oração à Virgem Maria: “Que Ela nos ajude a ser testemunhas humildes e alegres do amor de Cristo”.

Após a oração, Leão XIV deixou uma saudação aos peregrinos, agradecendo pela sua presença num dia de calor, no verão romano.

O Papa preside, esta segunda-feira, à Missa da solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, seguida da recitação do ângelus.

OC

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