Vida Consagrada: Institutos Missionários Ad Gentes promovem Curso de Integração Missionária em Portugal

«Havia necessidade de preparar os missionários que chegam ao nosso país, pela primeira vez, até missionários portugueses», explicou a irmã Sara Renca

Lisboa, 24 jun 2026 (Ecclesia) – Os Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG) em Portugal vão realizar o Curso de Integração Missionária 2026 (CIM), formação para missionários estrangeiros ou para quem regressa ao país, de 27 a 31 de julho, no Centro Allamano, em Fátima.

“Os Institutos Missionários Ad Gentes sentiram que havia necessidade de preparar os missionários que chegam ao nosso país, seja pela primeira vez, seja até missionários portugueses que estiveram fora, porque as alterações são muito rápidas, muito aceleradas, e são significativas muitas vezes, há essa necessidade também de acolher, precisam de reintegrar-se”, disse a irmã Sara Renca, em entrevista à Agência ECCLESIA.

A religiosa da Congregação das Franciscanas Missionárias de Maria explica que os contextos, “as realidades sociais, culturais, são bastante diferentes”, e o Curso de Integração Missionária “também é autoconhecimento”, “é muito importante para a realidade interior”, as potencialidades, e os obstáculos que, às vezes, “impedem o acolhimento do diferente”, e têm de “desarmar-se interiormente para acolher, mesmo estando no seu próprio país”.

“Temos também aqui, digamos, uma parte de psicologia, de autoconhecimento, porque é importante que essa viagem intransitiva ou interior seja feita para estar preparado para acolher o diferente que vai encontrar aqui, em relação aos contextos missionários onde se esteve”, desenvolveu.

A irmã Sara Renca salienta que “há sempre um choque”, sobretudo para as pessoas “de culturas muito diferentes, caracterizações sociais muito diferentes” da portuguesa, por isso, a integração também passa por perceber de que forma é que a missão pessoal se pode alinhar com os objetivos que trazem essa pessoa a Portugal.

Neste sentido, a Franciscana Missionária de Maria destaca que as congregações religiosas também preparam os seus missionários, “têm os seus tempos de formação”, o “cuidado” de integrar na própria congregação, e depois também naquilo que “vai ser o trabalho missionário no país”.

Os Institutos Missionários Ad Gentes vão realizar a segunda edição do CIM, o seu Curso de Integração Missionária, no Centro Missionário Allamano, em Fátima, das 09h00 de 27 de julho, às 19h30 do dia 31 do próximo mês, e acolhem “todos”, a data limite de inscrições é 17 de julho.

“Sacerdotes seculares, missionários e missionárias de congregações religiosas, missionários e missionárias leigas, portanto, está aberta a quem quiser participar”, indicou a irmã Sara Renca.

Ao longo de uma semana, o Curso de Integração Missionária vai “dar algumas ferramentas para que essa integração possa ser feita da melhor forma”, a formação numa primeira fase dá a conhecer “um bocadinho da realidade sociocultural, religiosa” de Portugal, “a realidade que os missionários vão encontrar”, e, depois, do programa consta “uma parte mais teológico-eclesial, um bocadinho noutra linha”, mas que se complementam “e uma prepara a outra”.

Como formadores, os IMAG convidaram Álvaro Campelo, Diana de Vallescar Palanca; Rui Marques; Juan Ambrosio; Eduardo Duque; os padres José Paulo Abreu e Sérgio Leal; D. José Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e arcebispo de Braga; têm momentos de oração e celebração, dois painéis, sobre mobilidade humana e o cuidado da casa comum, e uma noite cultural com Rão Kyao.

Os Institutos Missionários Ad Gentes há cerca de 30 anos que dinamizam um Curso de Missiologia, na última semana de agosto, para “preparar missionários para a missão ad extra, que vão sair de Portugal”, realizaram o primeiro CIM em julho de 2024, também em Fátima, com 74 participantes de 19 nacionalidades.

“A avaliação foi muito positiva, tivemos uma participação significativa, uma diversidade muito grande, sacerdotes seculares, missionários de congregações religiosas, também leigos, e a avaliação que eles fizeram foi muito positiva, e toda a avaliação que nós fizemos, a comissão de preparação, também com o IMAG, e pensou-se que era necessário fazer uma segunda edição”, explicou irmã Sara Renca, em entrevista emitida hoje no Programa ECCLESIA.

LS/CB/OC

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