Educação: «Internacionalidade» e «abertura ao outro» marcam colégios do Sagrado Coração de Maria

Lisboa acolhe encontro da rede global de escolas, entre 27 e 2 de julho, com o tema «Formação que inspira em tempos de mudança: Identidade, Compromisso e Transformação Global»

Professor Luís Pedro Sousa (esq) e diretor Paulo Ribeiro Campino, do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa

Lisboa, 23 jun 2026 (Ecclesia) – O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, Paulo Campino, e o professor Luís Pedro Sousa destacaram a abertura ao outro e a internacionalidade que marcam os estabelecimentos de ensino desta rede e o próprio instituto.

“Nós temos esta perspetiva de que a nossa educação não se fecha numa perspetiva elitista, é uma perspetiva de serviço, e na perspetiva de serviço nós temos de estar abertos a outros, com outras características, dialogando com diferentes realidades”, afirmou o docente Luís Pedro Sousa, em entrevista ao Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2 (15h).

O também coordenador do Gabinete de Comunicação do Instituto Religiosas Sagrado Coração de Maria evidencia que as comunidades educativas, quer nos colégios em Portugal, como nos internacionais, estão “cheias de alunos de diferentes culturas e até de diferentes religiões”.

“Nós vemos nisso riqueza, vemos nisso património que queremos dar ao mundo, porque é muito importante que os nossos alunos cresçam nessa relação de abertura ao outro e é nessa relação de abertura ao outro que acontece a nossa fé e a nossa relação com Deus”, realçou.

A Rede Global de Escolas das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, composta por 19 colégios, e presente em 9 países da Europa e da América, vai ter um encontro em Lisboa, entre 27 e 2 de julho.

Equipas diretivas e professores vão participar na iniciativa que visa debater a educação em ordem à transformação global e que surge da necessidade de os colégios estarem em permanente reflexão sobre a sua identidade, estando atentos à mudança.

O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, Paulo Campino, observa que hoje os estabelecimentos de ensino estão diferentes, apontando às realidades tecnológicas.

“O facto de virmos de realidades diferentes, de contextos diferentes e de trabalharmos para pessoas diferentes, isso enriquece-nos e traduz de certo modo aquilo que nós costumamos dizer no nosso Instituto, que somos muitas pessoas, muitas culturas, mas um só coração”, assinala.

O responsável salienta que “trabalhar com crianças em Londres ou em Bogotá não é a mesma coisa”, contudo olhar o mundo, o outro e a realidade é algo que aproxima todos e que o encontro pretende “valorizar”.

O programa da iniciativa inclui, no primeiro dia, 27 de junho, uma comunicação sobre a identidade do instituto e os desafios do Capítulo Geral para as escolas da rede, apresentada pela irmã Teresa Nogueira, conselheira geral.

“É muito importante que os professores, a comunidade educativa saibam quem são e porque é que educa e como é que educa e portanto é a partir daí que é um projeto educativo diferenciado”, ressaltou o professor Luís Pedro Sousa.

Segundo o docente, o objetivo do instituto, sob inspiração do fundador, padre Jean Gailhac, é que os alunos possam “receber uma educação de qualidade, de exigência, de sentido de abertura ao outro e de justiça e que isso seja posto ao serviço do bem comum e da sociedade”.

A justiça, a paz, a criação e a formação integral são conceitos que, segundo Paulo Campino, são tidos em conta na formação dos alunos: “Todos nós trabalhamos nesta consciência que temos de cuidar do mundo, que temos de melhorar o mundo, que temos de tornar o mundo mais justo”.

“Em muitos dos nossos colégios temos já realidades concretas de atividades que nós fazemos para cuidar da casa comum”, adiantou.

O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, indicou ainda a presença da irmã Veronica Brand, conselheira geral e representante das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, nas Nações Unidas.

“Irá estar também no nosso encontro, exatamente para nos abrir ainda mais para o cuidar da casa comum, da paz, da justiça e para a internacionalidade”, mencionou Paulo Campino.

LS/LJ/OC

Partilhar:
Scroll to Top