Ministério Público «interpôs recurso da decisão por entender que o crime foi cometido na forma consumada»
Angra, 20 jun 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Angra confirmou esta sexta-feira em comunicado a condenação de um sacerdote diocesano pela “prática de um crime de abuso sexual de menores na forma tentada”.
O sacerdote diocesano foi condenado a um ano e oito meses de prisão, suspensos por igual período, e ao pagamento de uma indeminização à vítima, informou também esta sexta-feira a Procuradoria da República da Comarca dos Açores.
Em comunicado, o Ministério Público indicou que “interpôs recurso da decisão por entender que o crime foi cometido na forma consumada”, afirmando que “arguido atuou como dolo direto e não admitiu a prática dos factos, não demonstrando, por isso, qualquer arrependimento”.
De acordo com o comunicado publicado pela Procuradoria da República da Comarca dos Açores, o sacerdote foi condenado no dia 15 de maio pelo Juízo de Competência Genérica da Horta, no Faial, ilha onde o crime foi cometido em julho de 2024, onde nem o arguido nem a vítima, uma jovem de15 anos, residiam.
O comunicado da Diocese de Angra acrescenta que “quando o bispo diocesano teve conhecimento dos factos procedeu ao afastamento do referido sacerdote para uma comunidade religiosa fora da Diocese, retirado do contacto com as comunidades, suspendendo-o das suas atividades como pároco”, e acompanhou “a vítima e a sua família”, assim como o “sacerdote nestas circunstâncias”.
“Para além do processo judicial, que ainda não transitou em julgado, está a decorrer o processo canónico: Roma confirmou a suspensão que a Diocese tinha deliberado e , entretanto, a Diocese já enviou para a Santa Sé a sentença do Tribunal da Comarca dos Açores e aguarda o seu pronunciamento final”, acrescenta o comunicado.
A diocese de Angra manifesta o reconhecimento à família e à jovem vítima pela sua coragem de denúncia e continua disponível para ajudar a reparar o mal que foi feito”.
A Diocese de Angra reafirma “o compromisso da proteção de menores e pessoas vulneráveis, repudiando qualquer ato de abuso e mantém-se disponível para escutar, acompanhar e ajudar a solucionar casos desta natureza, nomeadamente através da Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis”, conclui o comunicado.
PR
