Espiritanos desenvolvem projetos missionários internacionais
Lisboa, 15 jun 2026 (Ecclesia) – Os missionários espiritanos vão promover durante o mês de agosto diversas experiências de voluntariado internacional, desafiando os leigos a dedicaram o seu tempo para apoiar populações carenciadas.
“O caminho faz-se muito bem sozinho, mas faz-se ainda melhor e sabe ainda melhor quando é sentido com o outro e para mim é a única forma que eu sei de ver a vida”, disse à Agência ECCLESIA Margarida Hugobaldo que vai estar em São Paulo, Brasil.
A jovem integra o projeto ‘Aprender Vivendo’, com destino à Paróquia de Santa Teresa de Calcutá, falando da dedicação ao próximo como um pilar estruturante da sua educação.
“O caminho faz-se muito bem sozinho, mas faz-se ainda melhor e se sabe ainda melhor quando é sentido com o outro e, portanto, para mim é a única forma que eu sei de ver a vida”, declarou a voluntária.
O compromisso com as comunidades desfavorecidas obriga a abandonar o conforto das rotinas diárias e a aceitar o imprevisto inerente à missão.
“Implica muito mais esforço, implica muito mais vontade e implica também às vezes um bocadinho mais risco”, salientou Margarida Gubaldo.
A viagem para o continente americano constitui uma novidade de percurso para o Agrupamento de Escolas de Peniche, que se deslocava habitualmente para o território da Guiné-Bissau.
“Agora vamos partir para outros voos e levar esta missão bem mais longe”, assinalou a participante.
João Passinhas, proveniente da Paróquia de Monte Abraão, vai integrar o projeto ‘Ponte’ rumo à cidade angolana do Soyo, após ter concluído o percurso base no movimento ‘Jovens Sem Fronteiras’.
“Calhou a Angola, fiquei muito feliz também, e foi assim que surgiu”, revelou o leigo português.
A preparação para a partida incluiu a realização de semanas missionárias em território nacional, desenhadas para consolidar as dinâmicas de amizade entre os elementos do grupo.
O apelo à intervenção solidária não se restringe às faixas etárias mais novas, englobando também a participação ativa de casais adultos.
Rui Fidalgo vai integrar a ‘Missão Cor Unum’ em Angola, cumprindo um desejo antigo que tinha sido sistematicamente adiado.
“Esta minha vontade de partir vem de algum tempo atrás, por razões profissionais ainda não tinha conseguido”, explicou o voluntário.
A integração na equipa de trabalho exigiu uma preparação logística e humana cuidada ao longo dos últimos meses.
“Além da formação, esta parte de conhecermos o grupo, porque o nosso grupo é muito variado, são pessoas de norte a sul do país, e houve esta preocupação de nos irmos entrosando uns com os outros”, precisou Rui Fidalgo.
‘Sol Sem Fronteiras’, ‘Jovens Sem Fronteiras’ e ‘Missão Cor Unum’ são realidades associadas à Congregação do Espírito Santo (Espiritanos), assumindo o objetivo pastoral de partilhar o carisma missionário com a sociedade civil.
“Agora vamos partir para outros voos e levar esta missão bem mais longe”, disse Margarida Hugobaldo
A jovem de Peniche considera as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) “fundamentais para se desenvolverem estes projetos missionários”,
“Os meus pais perceberam que, às vezes, tem-se de dar asas aos filhos”, acrescentou.
Projetos de fé e de aprendizagem com outras pessoas porque a implica “muito mais esforço, mais vontade e um bocadinho mais risco”, salienta.
“Se a vida não tiver um bocadinho dessa magia, o que é que andamos aqui a viver ou a fazer?”, questiona Margarida Hugobaldo.
Os testemunhos foram emitidos hoje no Programa ECCLESIA (RTP2).
HM/LFS/OC
