Missa na catedral que assinalou solenidade foi seguida de uma procissão pelas ruas da cidade, acompanhada por milhares de pessoas

Viseu, 04 jun 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu defendeu esta manhã que “a Eucaristia é a verdadeira escola do amor de Deus para com toda a humanidade”, na Missa do Corpo de Deus, a que presidiu na catedral da diocese.
“Aprendamos a viver a fé, a partir da Eucaristia preparada, celebrada, vivida, comungada e testemunhada, como fiéis empenhados no meio do mundo, de modo a sermos presença de Cristo, verdadeiro sinal da Igreja sinodal, que forma o Seu Corpo”, afirmou D. António Luciano, na homilia, divulgada pela diocese.
A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo celebra-se no 60.º dia após a Páscoa, uma quinta-feira, ligando-se assim à Última Ceia; nos países onde não é feriado civil, a celebração assinala-se no próximo domingo.
Nesta festa, D. António Luciano assinala que “a Igreja é convidada a fazer memória e a celebrar os mistérios da última Ceia de Jesus com os seus Apóstolos, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia”, para ficar junto da humanidade, “através da vida, da comunhão, do amor, da caridade e do serviço”.
“Rezemos pela Igreja, pelo Povo de Deus, pela santificação dos sacerdotes e pelo aumento das vocações sacerdotais, pois só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir à Eucaristia e consagrar o pão e o vinho, para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor”, apelou.
O bispo diocesano lembrou que, uma vez que Cristo está presente no Sacramento do Altar, deve ser honrado “com culto de adoração e de louvor”.

A intervenção do bispo diocesano destacou ainda que a “presença real de Cristo na Eucaristia, o mistério de amor e comunhão que se faz alimento, transforma” a vida de cada um, diviniza a fé, alimenta a espiritualidade e fortalece a caridade.
“Perante o mundo de hoje, tão fragilizado e mergulhado em situações de extrema pobreza e de guerra, não podemos ficar indiferentes a estas realidades, que nos levam cada vez mais a repensar o valor dos bens materiais e do pão que em cada dia devemos saber partilhar com o próximo”, exortou.
Aludindo ao significado deste dia para a vida da Igreja, D. António Luciano sublinhou o desejo de que as paróquias e comunidades “fiquem mais revigoradas, sejam verdadeiramente eucarísticas e deem muitos frutos de amor, caridade, humildade, fé, esperança e de paz” ao mundo.
Ao final da tarde, o bispo de Viseu presidiu à procissão pelas ruas da cidade, que este ano teve início na igreja de Coração de Jesus e terminou no adro da Sé, que foi acompanhada por milhares de pessoas.
Nela estiveram presentes padres, diáconos, consagrados, acólitos, leigos, irmandades, movimentos, associações, escuteiros e guias, informa a diocese.
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