D. Manuel Quintas crismou 19 jovens e um adulto, no Domingo de Pentecostes

Faro, 26 mai 2026 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que “o Espírito Santo foi enviado para todos sem exceção”, na Eucaristia da Solenidade de Pentecostes e Dia da Igreja Diocesana, quando crismou 20 pessoas, este domingo, na Sé de Faro.
“Sabemos todos que sem o Espírito Santo cada um vai para seu lado. É o Espírito que opera em nós a unidade e constrói a comunhão. É o Espírito Santo que, mesmo sendo diferentes, falando línguas diferentes, pertencendo a culturas diferentes, faz um só povo, uma só família, uma só Igreja”, disse D. Manuel Quintas, na celebração dominical, divulgou hoje, 26 de maio, o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.
Na Missa da solenidade de Pentecostes, que encerrou o tempo litúrgico da Páscoa, o bispo do Algarve explicou que “são muitos” e “diversos” os dons e os carismas do Espírito Santo, “cada um tem os seus, mas não é propriedade privada”, são para serem colocados “ao serviço do bem comum”.
“Não é para serem guardados, para serem detidos para si mesmos, para serem privatizados. Se forem privatizados, desaparecem, não crescem, esmorecem, acabam, não se desenvolvem. É com o contributo de todos, com o colocar ao serviço de todos dos dons de cada um que esta Igreja, que esta família, cresce na fidelidade a Cristo e ao Evangelho e se capacita para sermos testemunhas de Cristo vivo e de Cristo ressuscitado”, desenvolveu.
Na celebração onde crismou 19 jovens e um adulto, D. Manuel Quintas assinalou que “o Espírito Santo foi enviado para todos sem exceção” – “sopra onde quer e como quer” -, “não há limites geográficos, culturais, linguísticos”: “Ele desceu sobre todos, continua a descer sobre todos, continua a fazer de todos o povo de Deus”.
“O Crisma não é um sacramento facultativo; nós não somos crismados por causa dos outros, somos crismados porque nós próprios precisamos do Espírito Santo. Sem Ele não há possibilidade de crescermos como Igreja, nem de realizar a missão que Jesus confiou aos apóstolos, a toda a Igreja e nos confiou a nós também no dia do Batismo”, realçou.
A solenidade litúrgica do Pentecostes assinala-se 50 dias depois da Páscoa e evoca a efusão do Espírito Santo sobre os primeiros apóstolos, momento que os católicos assumem como o nascimento público da Igreja.
“Não existe verdadeira Igreja fiel à pessoa de Jesus sem o Espírito Santo. Não é possível sermos verdadeiros discípulos de Jesus, vivermos com verdade e autenticidade o nosso batismo sem o Espírito Santo”, assinalou o bispo diocesano, observando que não são “missionários por conta própria, por iniciativa pessoal apenas, desligados de tudo e de todos”.
“É pela ação do Espírito Santo que nos une à família, nos une à Igreja, nos une à comunidade, nos une ao nosso pároco, nos une ao nosso bispo, nos une ao Papa. É esta a missão e a força da missão da Igreja está nesta unidade e nesta comunhão”, acrescentou, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’.
No Dia da Igreja Diocesana do Algarve, D. Manuel Quintas lembrou a unidade e comunhão da celebração na Sé de Faro com todas as comunidades cristãs algarvias e aos seus párocos, “unidos também àquela que é a Igreja celeste, a Igreja do Algarve que está no céu”, e lembrou o padre David Sequeira, que faleceu na sexta-feira anterior.
CB/OC



