António José Seguro visitou património cultural e turístico na Invicta e fez referência aos momentos difíceis que se vivem atualmente
Porto, 24 abr 2025 (Ecclesia) – O presidente da República assinalou hoje a marca de 10 milhões de visitantes na Torre dos Clérigos, com uma visita ao monumento, onde fez alusão aos momentos divisionistas na atualidade e um apelo à paz, lembrando o Papa.
“Em sociedades como a nossa, nós precisamos de identidade. Precisamos de ter valores, princípios que nos recordem que a coesão, sobretudo em momentos muito estranhos e muito difíceis e muito divisionistas e fraturantes como aqueles que vivemos”, afirmou o António José Seguro, na cerimónia, de acordo com um vídeo publicado no site da Presidência da República.
Segundo o chefe de Estado, estes são elementos importantes para todos se sentirem “membros de uma mesma comunhão de valores, de princípios que todos” desejam e valorizam.
António José Seguro apontou a paz como um dos exemplos, realçando que por ele se deve pugnar e lutar.
“E essa responsabilidade de edificarmos a paz, de lutarmos sempre pela paz, de resolvermos os conflitos por meios pacíficos, mas tendo sempre, sempre, sempre, sempre como objetivo a paz, não encontra fronteiras”, referiu.
Neste sentido, o chefe de Estado lembrou as mensagens do Papa Leão XIV pelo fim dos conflitos.
“É por isso que o presidente da República valoriza muito as palavras do Santo Padre quando ele afirmou que a guerra é sofrimento e a paz é um dever moral que todos nós temos de lutar e de pugnar por ela”, recordou.
O presidente da República recebeu o bilhete “10.000.000 de visitantes” das mãos juiz-presidente da Irmandade dos Clérigos, padre Manuel Fernando, e, na presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, descerrou uma placa que assinalou o número emblemático.
António José Seguro realizou depois uma visita ao Museu e subiu à Torre, terminando na Igreja dos Clérigos, onde discursou.
“Um agradecimento muito especial ao Sr. Padre Manuel Fernando, presidente desta Irmandade, pelo acolhimento e pela distinção que me honra muito de ser o visitante 10 milhões”, expressou.
O chefe de Estado defendeu que “a Torre dos Clérigos é mais do que um monumento”, é um “símbolo vivo da identidade do Porto, mas também da identidade de Portugal”.
“Não que nós queiramos roubar nada que pertence ao Porto, mas como eu disse no início, muito do que pertence ao Porto pertence a Portugal. E há uma parte importante da nossa história que se cruza e que teve muito início aqui no Porto, a começar pelas ideias liberais que todos nós conhecemos”, disse.
No discurso, António José Seguro reforçou a “forma calorosa” com que foi recebido e destacou a secular Irmandade dos Clérigos como “um exemplo notável de continuidade histórica, de compromisso social, de devoção, cuja ação ao longo dos séculos merece o mais profundo reconhecimento do presidente da República”.
“A sua missão tem sido determinante para a conservação deste legado cultural, tornando-o acessível a gerações presentes e a gerações futuras. E na minha qualidade de visitante de 10 milhões é um marco que me sensibiliza, sobretudo por me permitir ser testemunha da relevância deste espaço singular no panorama patrimonial português”, realçou.
O presidente da República realçou que a icónica Torre e a Igreja dos Clérigos “são símbolos maiores” da cidade do Porto e “oferecem não apenas uma experiência arquitetónica de excelência, mas também uma perspetiva única sobre a identidade e a memória coletiva desta cidade”.
Num ano em que o Centro Histórico do Porto celebra 30 anos como Património Mundial da UNESCO, este “acontecimento reforça o papel dos Clérigos na projeção da cidade a nível nacional e internacional”, assinalou a Torre dos Clérigos.
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