Lisboa: D. Alexandre Palma pede a médicos católicos para darem «sinais de vida com gestos e atitudes que se baseiam no amor»

Bispo auxiliar presidiu à Eucaristia de encerramento do encontro/peregrinação que se iniciou em Fátima

Foto: Associação dos Médicos Católicos Portugueses

Lisboa, 14 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo auxiliar de Lisboa D. Alexandre Palma pediu, no passado domingo, na Sé patriarcal da capital, aos médicos católicos europeus para darem “sinais de vida com gestos e atitudes que se baseiam no amor”.

Na homilia da Eucaristia, o responsável católico recordou que o tempo pascal “é o tempo do reconhecimento da vida, que é mais forte que a morte”.

D. Alexandre Palma presidiu à celebração de encerramento do encontro/peregrinação dos médicos católicos da Europa, que teve início em Fátima e incluiu passagens pela Batalha e Nazaré.

Dirigindo-se aos participantes internacionais, o bispo auxiliar de Lisboa resumiu, em inglês, os pontos essenciais da Liturgia da Palavra, destacando que a Misericórdia “deverá ser o manual de instruções” para cada um reconhecer a própria “vida espiritual”.

De acordo com o Patriarcado de Lisboa, D. Alexandre Palma convidou ainda à passagem “do medo à paz, da vida nova da Páscoa, que vence a vida velha da morte”.

“Ao vermos este êxodo a acontecer, é vermos a Páscoa a acontecer”, realçou.

Na Missa, concelebrada por vários sacerdotes, incluindo o assistente do Núcleo de Lisboa da Associação dos Médicos Católicos Portugueses, padre Hugo Gonçalves, o bispo auxiliar de Lisboa alertou para a necessidade de viver a alegria pascal de forma autêntica.

“Não seja apenas euforia e entusiasmo, mas uma alegria que venha de dentro, que brote de dentro. Só assim acontecerá paz”, defendeu.

Aludindo à figura de São Tomé, o bispo auxiliar de Lisboa destacou que ver a Páscoa significa estar em comunidade: “Eu preciso de vós, e vós também precisais uns dos outros para reconhecermos Cristo ressuscitado”.

“Como vejo a vida dos outros? Com que olhar o faço?”, questionou.

“[Apenas quando] tocarmos nas feridas uns dos outros, quando olharmos para os outros com a certeza de que a vida em Cristo vence a morte, também aí, paradoxalmente, é lugar de paz”, realçou D. Alexandre Palma.

Na conclusão da homilia, o bispo auxiliar de Lisboa deixou um desfio: sob a ação do Espírito Santo, levar semanalmente o perdão aos outros, transmitindo paz e alegria e afastando o medo, como continuidade da obra de reconciliação de Cristo.

O Encontro-Peregrinação foi organizado em conjunto pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses, a Associação Croata de Médicos Católicos e a Federação Europeia das Associações Médicas Católicas.

Segundo um comunicado da organização citado pelo Patriarcado de Lisboa, a iniciativa constituiu “uma oportunidade única para aprofundar a fé, debater questões éticas centrais à prática médica atual e fortalecer a comunidade de profissionais católicos de saúde num contexto de oração e fraternidade”.

O programa da iniciativa compreendeu um simpósio com o tema “‘Vida, Consciência e Responsabilidade Médica na Europa Contemporânea”, com sessões que abordaram questões como a legalização do suicídio assistido e da eutanásia, o papel dos profissionais de saúde na sociedade democrática e a proteção da saúde procriativa.

LJ/OC

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