Bispo do Funchal convidou os padres a perseverarem na sua missão «de coração cheio e grato» porque «quotidianamente o divino da salvação» surpreende

Funchal, 02 abr 2026 (Ecclesia) – D. Nuno Brás assegurou hoje aos sacerdotes, com quem celebrou a Missa Crismal na Sé do Funchal, que através da sua ação, ainda que com “instrumentos insuficientes e fracos”, que se realiza “o mistério da salvação”.
“Olhamos à nossa volta, e somos quotidianamente surpreendidos pelo hoje divino da salvação. Olhamos para nós e percebemos que é através das nossas mãos e do nosso ser que este ‘hoje’ se torna presente, atuante, na Igreja e no mundo. Mesmo com todas as derrotas e vicissitudes; mesmo com todas as incapacidades; mesmo apesar do nosso pecado, não temos o direito de baixar os braços, de desistir de Deus e da missão que Ele nos confiou e confia”, afirmou o bispo do Funchal na homilia da celebração, enviada à Agência ECCLESIA.
O responsável apontou a “verdadeira novidade” que proclama, decorrente dos apóstolos: “A Igreja tem consciência de que o seu tempo não tem outra verdadeira novidade que não aquela única e autêntica notícia que é Jesus, o Deus feito homem”.
“Apesar de constituída por pecadores, foi sempre capaz de acolher e expressar a santidade daquele que é a sua cabeça e razão de ser, não tanto por causa das suas capacidades mas por causa do Espírito Santo que a habita e que nela encontra a sua morada. Por isso, o Evangelho que a Igreja proclama é o Evangelho de Jesus; o anúncio que ela realiza hoje, ainda que através de diferentes instrumentos, é o mesmo que o da Igreja dos tempos apostólicos; a fé acreditada e proclamada hoje é a mesma que os Apóstolos ensinaram tal como receberam do Senhor: cresceu em aprofundamento, em consciência, em maturidade, mas é a mesma fé apostólica”, sublinhou.
A Missa Crismal reúne os sacerdotes na Sé de cada diocese e durante a celebração são benzidos os óleos destinados ao Crisma, aos doentes e à celebração do Batismo; é nesta Eucaristia que os padres renovam as promessas sacerdotais.
D. Nuno Brás convidou os padres da diocese do Funchal a perseverarem na sua missão, “de coração cheio e grato” a “apascentar o povo que confiado”, rezar “com ele e por ele”, continuar a “oferecer os dons sacramentais que conduzem à salvação”.
“Não é nunca demais olhar para Jesus. Não é nunca demais contemplar nele a realização da Promessa, a sobreabundância do Espírito, a presença da glória divina, ainda que resplandecendo na humilhação e concretude da carne humana. E nunca é demais procurar em Jesus o centro do nosso viver e, ao mesmo tempo, a meta do nosso peregrinar. Afinal, a vida cristã mais não é que procuramos reconhecer-nos, identificarmo-nos cada vez mais com Ele”, convidou.
LS
