
Faro, 18 mar 2025 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve assinala que a cidade de Faro, “a capital algarvia”, vai acolher a ‘Marcha pela Vida’ 2026, associando-se a um movimento nacional e internacional para celebrar a ‘cultura da vida’, este sábado, dia 21 de março.
“Num contexto global de conflitos e perante uma crise de natalidade sem precedentes em Portugal, a Marcha pela Vida de Faro pretende ser um grito de esperança e um apelo direto à solidariedade social e estatal”, explica o Gabinete de Informação da Diocese do Algarve, numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
Faro é uma das 12 cidades portuguesas que vão sair à rua este sábado, dia 21 de março, “replicando um movimento histórico iniciado em Washington em 1974”, na “capital algarvia” a Marcha pela Vida “terá um caráter festivo e inclusivo, contando com a presença de famílias, jovens e grupos de motards”.
A Diocese do Algarve informa que a concentração para a Marcha pela Vida 2026 em Faro está marcada para as 15h00, junto ao Liceu João de Deus, de onde vai sair “o cortejo, acompanhado de música, balões e momentos de convívio”, em direção ao Jardim Manuel Bívar.
“Queremos mostrar que Faro não esquece as mães em dificuldade nem os mais frágeis. Esta celebração é um apelo para que ninguém seja deixado para trás, seja no início ou no fim da vida”, explica Miguel Reis Cunha, da direção da Federação Portuguesa pela Vida (FPV).
‘O povo pró-vida sai à rua’, é o slogan da ‘Marcha pela Vida’ 2026, uma iniciativa da FPV.
A Diocese do Algarve alerta para a “crise de natalidade e aborto”, indicando que “cerca de 300 mil mulheres recorreram ao aborto por opção, muitas vezes por falta de melhores condições sociais e familiares”, desde 2007, e para a “emergência nos Cuidados Paliativos”, a urgência em “apoiar a vida na sua fase terminal”, e explica que, em 2024, “mais de metade dos utentes em Portugal faleceram sem conseguir vaga em cuidados paliativos”.
A ‘Marcha pela Vida’ é também uma iniciativa de solidariedade coletiva, porque defende que “a força de uma humanidade se revela no apoio aos que enfrentam desafios e contrariedades”.
A Federação Portuguesa pela Vida deseja “um Portugal que protege os mais vulneráveis, da conceção à morte natural”, e querem um futuro onde “o valor de cada pessoa é celebrado, do início ao fim”.
A caminhada pela Vida surgiu em 1998, por ocasião do primeiro referendo do aborto, após as manifestações, entre a Basílica da Estrela e São Bento, em fevereiro de 1997 e 1998, promovidas pelos Juntos pela Vida, aquando dos debates parlamentares sobre o aborto a pedido; a Federação Portuguesa pela Vida tomou a decisão de realizar anualmente uma Caminhada pela Vida, em 2012.
O jornal ‘Folha do Domingo’, da Diocese do Algarve, informa também que a iniciativa de oração ‘40 Dia
s Pela Vida’ está a realizar-se junto ao hospital de Portimão, teve início no dia 18 de fevereiro e termina a 29 de março; consiste em “rezar pacificamente pelo fim do aborto”, de segunda-feira a domingo, das 08h00 às 20h00, e as inscrições são realizadas online.
Em Portugal, explica a organização, esta campanha começou em 2012, em frente à Clínica dos Arcos, em Lisboa, e em 2024, a iniciativa alargou-se às cidades do Porto, Barreiro e Portimão.
CB


