Braga: Capela da Imaculada Nossa Senhora da Conceição acolhe exposição sobre pecados capitais

Braga, 14 mar 2026 (Ecclesia) – A Capela da Imaculada Nossa Senhora da Conceição, em Braga, acolhe, de 14 de março a 07 de abril, a «Os Loghismoí de Evágrio Pôntico e o Apocalypsis Iesu Christi segundo Giancarlo Pavanello».

Antes de serem vícios, os pecados capitais foram “pensamentos”, “sussurros”, “sugestões”, “imagens”. Foram loghismoí, isto é, pensamentos malignos, espíritos de malvadez, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

O primeiro a sistematizar os loghismoí (pensamentos malignos) foi o padre do deserto Evágrio Pôntico (345-399), iniciando uma tradição que confluiu, mais tarde, na elaboração da doutrina dos Sete Pecados Capitais inserida no Catecismo da Igreja Católica.

Evágrio não era apenas um místico: era um psicólogo da alma, um cartógrafo do espírito, que desenhou um mapa interior com espantosa lucidez listando oito vícios.

O tema do Apocalypse acompanha, dir-se-ia, a história de toda a humanidade, quando entendido em sentido figurado como sinónimo de “destruição e morte”, “catástrofe planetária”, “fim do mundo”, mas também – e não menos – no seu significado próprio, etimológico e escatológico, de revelação. Assim o sugere a imaginação desenfreada do evangelista João, a partir de uma preposição grega

Giancarlo Pavanello (1944), artista italiano, proveniente do mundo da Poesia visual, em sentido amplo, com um percurso único e original, reflete sobre os Pecados Capitais hoje, em 9 painéis verbo-visivos, e enriquece a sua meditação pessoal com uma nova obra sobre o Apocalipse de São João, um políptico de 7 quadros, com técnica mista (têmpera, tinta, marcador indelével), de 70 x 50cm, com textos bíblicos em latim.

LFS

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