Setúbal: Conselho pastoral Diocesano vai «materializar» caminho sinodal

Vigário-geral da diocese indica que após caminhada «rezada e refletida» este é o momento para «todos participarem»

Foto Agência ECCLESIA/HM

Almada, 28 fev 2026 (Ecclesia) – O vigário-geral da diocese de Setúbal elogiou hoje o caminho iniciado em 2021 e que neste dia tem um passo importante com a designação dos membros do Conselho pastoral Diocesano.

“Há 11 anos que não tínhamos o Conselho Pastoral e ele vai materializar o caminho sinodal e projetá-lo para o caminho que a igreja diocesana quer fazer”, explicou à Agência ECCLESIA o padre José Pinheiro.

O responsável indica este como um momento em que “todos são chamados – o clero, os leigos, os membros dos grupos e dos movimentos, os que dão corpo aos secretariados diocesanos e às diferentes áreas da pastoral da diocese”.

“Todos vamos hoje assumir aqui um compromisso de sermos esta Igreja que reza, esta Igreja que procura a vontade de Deus, esta Igreja, principalmente, que caminha em comunhão, que se sente como parte de um corpo vivo e comprometido com a missão de Jesus”, sublinhou o padre José Pinheiro, também pároco da Cova da Piedade.

O responsável indica que o caminho iniciado em 2021, traduz “uma caminhada rezada, refletida, e sempre muito atenta àquilo que é o caminho da Igreja Universal”.

Os Conselhos Pastorais Paroquiais “não sendo novos”, traduzem uma “nova forma de estar em Igreja, uma nova forma de pensar a Igreja, uma nova forma de sonhar e viver a missão da Igreja”.

“As pessoas sentem que estão a ser escutadas. As pessoas são chamadas a participar, mas também escutadas. Este desafio que o D. Américo Aguiar nos colocou, no fundo, é escutar as comunidades paroquiais naqueles que já fazem caminho, aqueles que todos os dias vivem a missão da Igreja na sua paróquia, na sua comunidade, no seu grupo paroquial, no seu serviço na paróquia”, indica.

O cardeal D. Américo Aguiar destaca à Agência ECCLESIA o desafio de os cristãos “não estarem amarrados à estrutura, mapa, jurisdições” mas a escutar “o futuro que está a gritar há muito tempo”.

“Nós não ouvimos, porque estamos amarrados, estamos escravos à estrutura, ao mapa, às jurisdições, ao sempre foi assim, ao é costume. Aquilo que significa o futuro, e o futuro bem lá longe, aquilo que significa a vida das comunidades no futuro, neste território sadino, neste país, nesta Europa, estou convencido que o Espírito me diz que tem que ser de outra forma. É muito importante ouvirmos um, dois, vinte, trinta, nós estamos aqui perto de trezentos irmãos e irmãs sadinos que estão a provocar a que o Espírito lhes diga”, reconheceu.

 O Conselho Pastoral Diocesano é um órgão” eclesial, colegial e consultivo, que exprime a comunhão, a participação e a corresponsabilidade batismal do povo de Deus, tendo de entre as suas finalidades assessorar o Bispo na ação pastoral da Igreja diocesana; está investido de competências para investigar, estudar e refletir aspetos referentes à vida e ação da Igreja diocesana no diálogo com a comunidade civil e propor conclusões pastorais práticas que se conformem com o Evangelho”, pode ler-se no sitio da Internet da Diocese de Setúbal.

D. Américo Aguiar, cardeal e bispo da diocese, preside a este órgão a que se juntam 43 pessoas.

HM/LS

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