Lisboa: A Quaresma é «um tempo de alfabetização espiritual», afirma D. Rui Valério

Patriarcado vai promover quatro encontros de oração e reflexão sobre temas que «mais desafiam a fé, a família, os jovens e a própria Igreja»

Lisboa, 19 fev 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa afirmou na mensagem para a Quaresma em causa não está um “tempo de tristeza”, mas “de verdade”, indicando que se trata de um período precioso e necessário para promover a “alfabetização espiritual”.

Vivemos um tempo paradoxal. Nunca tivemos tantas palavras, tanta comunicação, tanta informação. E, no entanto, cresce um silencioso analfabetismo humano e espiritual”, alertou D. Rui Valério.

Na mensagem para a Quaresma, o patriarca de Lisboa refere que em causa está a “incapacidade de dar nome ao que se vive interiormente, de reconhecer o que se sente, de discernir o que se deseja e de compreender o que verdadeiramente move as decisões da vida”.

“É diante deste entorpecimento da consciência espiritual que a Quaresma se revela como um tempo precioso e necessário. Ela é, antes de mais, um tempo de alfabetização espiritual”, indica.

D. Rui Valério convida a “regressar à escola do Evangelho” para “dar nome” às experiências de cada pessoa, nomeadamente “à sede de sentido, ao medo, à fragilidade, à esperança, à fome de amor e de verdade”.

Com objetivo de ajudar a identificar a “gramática interior” e promover a “alfabetização espiritual”, o patriarca de Lisboa informou que vão decorrer quatro encontros durante a Quaresma em diferentes pontos da diocese, “que conjugarão oração e reflexão, precisamente sobre as tentações que hoje mais desafiam a fé, a família, os jovens e a própria Igreja”.

Na mensagem da Quaresma, D. Rui Valério reafirmou que o resultado da renúncia quaresmal no Patriarcado de Lisboa “será destinado a pessoas e instituições afetadas pelas tempestades que assolaram Portugal”, através da coordenação da Cáritas diocesana.

O patriarca de Lisboa informou também na mensagem para a Quaresma que o fruto da renúncia quaresmal de 2025 totalizou 195.117,37 euros, para ajudar o Centro «Tsarazaza», na diocese de Mananjary-Madagáscar, Associação Apoio à Vida e a Associação O Companheiro.

PR

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