Solidariedade: Cáritas de Leiria alerta para fase «silenciosa» da reconstrução

Organização católica identifica riscos sociais e económicos para os próximos meses

Foto: Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima

Leiria, 14 fev 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Leiria anunciou hoje que o Fundo de Emergência Social criado para responder à tempestade ‘Kristin’ ultrapassou os 1,5 milhões de euros, alertando que se inicia agora uma fase de recuperação “mais silenciosa, mas profundamente exigente”.

“Quando o vento acalmou e as notícias começaram a desaparecer, para muitas famílias a crise apenas mudou de forma”, refere a nota enviada à Agência ECCLESIA, no 18.º dia de resposta no terreno.

A instituição informa que o fundo angariou até ao momento 1,57 milhões de euros, valor que reflete a solidariedade dos portugueses, mas sublinha que a emergência “está longe de estar terminada”.

A Cáritas de Leiria identifica riscos sociais e económicos para os próximos meses, nomeadamente o aumento do desemprego e a “vulnerabilidade acrescida de migrantes sem retaguarda familiar e com contratos de arrendamento informais”.

O comunicado recorda que a dura realidade climática não se limita ao território diocesano, evocando as situações graves que persistem em Coimbra, Alcácer do Sal e Arruda dos Vinhos, o que exige uma resposta “solidária, coordenada e persistente” a nível nacional.

No plano operacional, a organização católica informa que, durante este fim de semana, não haverá distribuição de cabazes ou bens, devido a uma “reorganização logística dos seus armazéns” destinada a assegurar uma gestão mais eficiente das doações.

Para garantir a transparência na aplicação das verbas, a Cáritas Diocesana agendou uma reunião para a próxima quarta-feira, 18 de fevereiro, com os presidentes de Junta e os municípios das áreas afetadas.

O encontro, marcado para as 14h00 no Seminário de Leiria, servirá para apresentar o regulamento interno e os critérios de atribuição de apoios do Fundo de Emergência Social.

“A resposta à Tempestade Kristin não termina na limpeza dos escombros, começa agora na reconstrução da vida”, conclui a nota, com um apelo para que o país não esqueça as regiões atingidas.

OC

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