Os Bispos da República Popular do Congo defendem a criação de um tribunal penal internacional para os crimes ocorridos neste país durante os últimos anos. A revelação surgiu no final da Assembleia Plenária da Conferência episcopal congolesa, decorrida de 7 a 12 de Julho. “”O perdão porém deve ser acompanhado pela busca da justiça e do justo ressarcimento das vítimas. Por isto, Bispos apoiam com força a criação de um tribunal penal internacional para os crimes ocorridos no Congo”, disse o porta-voz dos Bispos do Congo, Pe. Valer Shango, em declarações recolhidas pela agência Fides. “No que diz respeito aos tristes acontecimentos bélicos, os Bispos reafirmaram a necessidade do perdão e da reconciliação, única via de saída da lógica da violência. Também a Igreja teve os seus mártires neste conflito. Os últimos foram os sacerdotes mortos em Bunia durante a primavera passada. Trata-se de um testemunho de amor para com o povo do Congo, que já pagou um preço muito alto: pelo menos 3 milhões de vítimas, e continua a sofrer”, acrescentou. O governo, os grupos de guerrilha e de oposição política que aderiram aos acordos de paz de Sun City (Abril de 2003) nomearam 500 deputados e 110 senadores para o novo parlamento nacional. “Entre os deputados nomeados estava também o Cardeal Fréderick Etsou, que recusou o cargo por o considerar incompatível com o seu ministério”, revelou o Pe. Shango.
