O arcebispo de Gulu, D. John Baptist Odama, pediu a intervenção da ONU para pôr fim a um conflito de 17 anos, recordando ao mundo e em particular ao presidente dos EUA a violência à qual estão submetidos os distritos do noroeste do Uganda. O arcebispo Odama enviou no passado dia 12 de Julho uma carta ao presidente dos EUA, George W. Bush, para pedir-lhe que o Conselho de Segurança da ONU se ocupe da tragédia esquecida do norte da Uganda. D. Odama confia que a ONU examine com seriedade a realidade, «visto que é tarefa das Nações Unidas prestar atenção ao nosso país, onde há um problema de segurança que se prolonga por muito tempo». Os rebeldes do «Exército de Resistência do Senhor» (LRA) têm vindo a dizimar o norte de Uganda com assassinatos, sequestros e saques entre a população. Nas últimas semanas o objectivo desses ataques são escolas católicas ou missões. O apelo do arcebispo de Gulu «nasce de uma situação que está a prolongar-se demasiado”, como explicou em declarações a Radio Vaticano.
