ONU contesta construção do muro de segurança na Cisjordânia

Cristãos são afectados O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou ontem que as Nações Unidas estão a proceder a um registo dos danos provocados pela construção do muro nas propriedades palestinianas na Cisjordânia. A declaração foi feita no encontro que Annan manteve com o Presidente da Autoridade Palestiniana (AP), Mahmud Abbas, em Ramallah. Durante a reunião, mais de 300 palestinianos protestaram em frente da Muqata (quartel-general em Ramalah) exigindo a destruição da barreira. “Foi pedido [à ONU] que proceda a um inventário onde registe danos e queixas, o que estamos já a realizar”, referiu Annan à saída da reunião com Abbas. “Estamos a estabelecer esse registo para no futuro podermos ajudar aqueles que se queixaram”, acrescentou. Annan frisou que a posição da ONU no que se refere a este assunto é clara, relembrando a resolução anti-muro aprovada pela Assembleia Geral e o parecer consultivo do Tribunal Internacional de Justiça, que em Julho de 2004 o considerou ilegal. Israel começou a construção do muro há dois anos, dizendo que o seu objectivo era impedir ataques palestinianos.

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